Quase metade dos brasileiros acolheria o Bitcoin como moeda oficial

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O Valor Investe, site de educação financeira com sede no Brasil, divulgou uma pesquisa recente cujos resultados sugeriam que 48% dos brasileiros acolheriam o Bitcoin como moeda oficial no país. O estudo envolveu 2.700 entrevistados nos países sul-americanos da Argentina, Costa Rica, Chile, Colômbia, El Salvador, Venezuela e Brasil.

Os brasileiros também foram os maiores apoiadores da decisão de El Salvador de adotar o Bitcoin como moeda legal. Um número substancial de 56% dos entrevistados brasileiros acharam que a adoção da criptomoeda foi uma boa jogada. O estudo encomendado pela Sherlock Communications descobriu que pouco mais de um quinto rejeitou categoricamente a ideia da criptomoeda.

“Os brasileiros foram os maiores defensores do cripto-reconhecimento na região, com 56% apoiando a abordagem de El Salvador e 48% dizendo que querem que o Brasil também o adote … Outros 30% não concordam nem discordam e 21% são contra a ideia (12 % discorda e 9% discorda totalmente).”

Os 12% dos entrevistados que não estavam prontos para investir em Bitcoin sinalizaram uma queda significativa dos 33% que disseram o mesmo em 2020. Os principais motivos citados para não se aquecer para criptomoeda foram preocupações com segurança (42%), a natureza volátil dos ativos (37%) e a falta de financiamento para investir (33%).

Quando questionados sobre a motivação para investir no ativo digital, 55% observaram que isso lhes permitiu diversificar o investimento, sendo que 39% dos entrevistados o consideraram uma proteção contra a inflação e a volatilidade financeira. Também houve uma proporção (39%) dos respondentes que afirmaram estar neste círculo de investimentos para acompanhar as tendências de tecnologia.

O estudo revelou que, embora os brasileiros tenham adotado criptomoedas em geral, o Bitcoin continua sendo a criptomoeda mais dominante no país. A grande maioria (92%) dos participantes da pesquisa disse que conhecia o Bitcoin, 31% conhecia o Ethereum e 30% sabia sobre o Litecoin, representando as três criptomoedas mais populares do país.

As descobertas mostraram que os latino-americanos estão preocupados com a crise econômica em seus países, com 38% dos entrevistados afirmando que isso os deixou muito mais interessados em investir em criptomoeda, enquanto 37% disseram que a crise apenas aumentou um pouco seu interesse. Uma fração de 15% indicou que o estado econômico não fez diferença em seu interesse na criptomoeda.

O Brasil tem atualmente mais de 1,4 milhão de usuários cadastrados em plataformas cripto, e esses usuários são atendidos por 21 caixas eletrônicos. Além disso, a aprovação do Brasil de fundos negociados em bolsa (ETFs) no início do ano contribuiu muito para estabelecer uma base de criptomoeda forte, já que os ETFs permitiram que até mesmo os investidores mais reservados entrassem no setor cripto.

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