Banco Inter se prepara para transferir sua base acionária para a Nasdaq

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O Banco Inter se prepara para transferir sua base acionária para a Nasdaq, bolsa americana que congrega os papéis do setor de tecnologia. Lá, com suas ações ao lado das de empresas que também põem o crescimento como prioridade, mesmo que em detrimento da rentabilidade a curto prazo, sua tese pode ser mais bem compreendida.

Até o mercado doméstico, que vem castigando os papéis do Inter a cada rumor ou frustração com números reportados, chancelou ao seu modo a iniciativa de migração para outra praça. Perante a notícia, divulgada antes da abertura do pregão desta quinta-feira, de que foi dada a largada no processo, com a contratação de bancos que vão coordenar a transferência de sua liquidez para a Nasdaq, as units do Inter foram valorizadas em 12,15%.

Mesmo toda essa valorização não bastou para zerar as perdas do mês. E, cotadas a R$ 46,60, as units ainda estão muito distantes do patamar dos R$ 80, que chegaram a alcançar em julho. Os motivos apontados para as baixas são diversos. Nesta semana, os investidores teriam se decepcionado com o nível de provisão para créditos de liquidação duvidosa, as chamadas PDDs, que na prévia operacional divulgada pela instituição na segunda-feira apareceram mantidas no terceiro trimestre em 2,5% de sua carteira de crédito ampliada.

No fato relevante divulgado nesta manhã, o Inter (BOV:BIDI11) informou que contratou Bank of America, Bradesco BBI, JPMorgan e Itaú BBA como assessores financeiros para a reorganização societária que culminará com a transferência de seu capital para a bolsa americana. O primeiro passo será a migração de sua base acionária para a Inter Platform, sediada nas Ilhas Cayman. A partir daí será feita a listagem na Nasdaq, com desdobramento em Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que serão negociados na B3.

O Inter também informou que firmou acordo com o Softbank, atual detentor de uma participação de 14,49% no Inter, apoio para a operação. O Softbank receberá BDRs, ou ações da classe A de emissão da Inter Platform, correspondentes à fatia que detém atualmente.

As ações da classe A dão direito a um voto e serão as negociadas no mercado americano e também lastrearão as BDRs. Na reorganização, a família Menin, controladora do Inter, receberá ações de classe B, cada uma com direito a 10 votos. Assim, deterão 35% das ações do banco, mas 84% do capital votante.

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