GPA (PCAR3): prejuízo de R$ 89 milhões no 3T21

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou prejuízo atribuído aos acionistas controladores de R$ 89 milhões no terceiro trimestre, revertendo o lucro atribuído de R$ 386 milhões visto um ano antes.

A receita líquida da empresa somou R$ 13,285 bilhões, representando uma retração de 0,4% na comparação anual.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado teve queda de 15,9% no comparativo anual, para R$ 794 milhões. A margem Ebitda ajustada caiu 1,2 ponto percentual, para 6,6%.

“A despeito dos desafios impostos pelo cenário macro, com a deterioração da renda da população e a pressão inflacionária, que têm exigido de todo o setor muita adaptação e cautela, as vendas de alimentos ainda demonstram resiliência”, disse Jorge Faiçal, Diretor Presidente do GPA.

A dívida líquida de curto prazo da companhia ao fim de setembro era de R$ 2,28 bilhões, contra os R$ 6,17 bilhões vistos um ano antes, enquanto a dívida de longo prazo somou R$ 7,53 bilhões, ante os R$ 11,21 bilhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. Os resultados de 2020 ainda consideravam os resultados do Assaí.

O GPA terminou o trimestre com dívida bruta total de R$ 9,82 bilhões, ante os R$ 17,39 bilhões apurados entre julho e setembro do ano passado, período que ainda considerava os números do Assaí. Já a relação dívida líquida/Ebitda ajustado foi de 2,1 vezes.

As vendas mesmas lojas do GPA Brasil, excluídos postos e drogarias, tiveram leve queda de 0,3% no terceiro trimestre, enquanto subiu 8,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

Já o colombiano Éxito teve alta de 15,7% ante julho e setembro de 2020, refletindo o aumento do tráfego nas lojas com a menor restrição de circulação em razão da pandemia de covid-19. No comparativo com 2019, o SSS avançou 16,4%.

Os resultados do GPA (BOV:PCAR3) referentes às suas operações do terceiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 04/11/2021. Confira o Press release na íntegra!

VISÃO DO MERCADO

Itaú BBA

O Itaú BBA comentou que os resultados vieram amplamente em linha com suas projeções de receita, mas ficaram aquém de suas projeções de lucro líquido ajustado e lucratividade. Segundo o banco, os resultados sugerem que a empresa ainda está trabalhando para colocar suas operações de volta aos níveis pré-pandêmicos.

Itaú BBA mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 39,00.

Levante

No trimestre, as vendas, ressalta a Levante, foram negativamente impactadas por desafios relacionados principalmente ao contexto macroeconômico, como a forte base de comparação com o terceiro trimestre, queda na venda do não alimentar nos hipermercados, o fim do pagamento do auxílio emergencial, alto índice de desemprego e inflação, migração da venda de não alimentos para o canal online, além do menor consumo das famílias brasileiras.

A margem Ebitda Ajustada Consolidada teve uma redução de 1,2 ponto percentual na base anual de comparação, que se concentra no lucro bruto devido ao maior investimento em preço na operação brasileira por causa da deterioração do cenário macroeconômico com alto nível de inflação e desemprego, avalia.

Morgan Stanley 

O Morgan Stanley apontou que os resultados  vieram mistos no terceiro trimestre de 2021. Isso porque a receita da Exito foi 11% acima do consenso de mercado, com o Ebitda 30% acima em uma recuperação da receita líquida mais rápida do que o esperado, especialmente na Colômbia.

Por outro lado, o Ebitda do Brasil foi 30% abaixo do esperado, em grande parte impulsionado por investimentos em preços e reposicionamento, em um cenário macro desafiador.

Morgan Stanley mantém recomendação equalweight com preço-alvo de R$ 39,00.

XP Investimentos 

Para a XP, o Grupo reportou resultados fracos, com um Ebitda ajustado 5% abaixo do esperado. As vendas líquidas se mantiveram na comparação anual, principalmente devido a base de comparação difícil no segmento não alimentar, enquanto que o desempenho online permaneceu sólido (com alta dos volumes brutos de mercadorias, ou GMV, de 46% na base anual, com um GMV total de R$ 475 milhões).

No entanto, a empresa sofreu um forte impacto em sua margem bruta no Brasil (queda de 2,5 pontos percentuais na base anual) em decorrência de um cenário macro mais difícil, levando a menor margem Ebitda ajustada desde 2018 na região (em 5,8%). O Grupo Éxito foi um destaque positivo devido ao forte desempenho de vendas mesmas lojas (alta de 15,7% na base anual) com a melhoria do cenário macro aliada a uma sólida rentabilidade (de 8,7%).

Já o Ebitda consolidado foi impactado negativamente por despesas de R$ 161 milhões relacionadas à reestruturação de lojas e ações judiciais, que se traduziram em um prejuízo líquido de R$ 88 milhões (contra a estimativa da XP de R$61 milhões).

 XP mantém recomendação neutra com preço-alvo de R$ 35,00…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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