Vibra Energia (VBBR3): lucro líquido de R$ 598 milhões, alta de 79%

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A Vibra Energia fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 598 milhões, alta de 79% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado.

O resultado foi influenciado pelo maior lucro bruto no período em decorrência dos maiores volumes vendidos e maiores margens de comercialização.

Além disso, a Vibra reconheceu neste trimestre resultado positivo de R$ 162 milhões referente ao IRPJ/CSLL recolhidos desde 2016 sobre atualizações monetárias de indébitos tributários judiciais e administrativos.

“Foi considerada a decisão favorável do STF, efeitos positivos do creditamento antecipado da parcela de juros sobre capital próprio (JCP) de 2021, no valor de R$ 131 milhões compensados parcialmente pelos efeitos do reconhecimento em programas de anistia, R$ 194 milhões a maior na comparação com o segundo trimestre e reconhecimento de perda com mutuo com a Stratura Asfaltos no valor total de R$ 119 milhões (R$ 89 milhões mutuo e R$ 30 milhões de earn out)”, escreve a empresa, em nota.

A receita líquida foi de R$ 35,7 bilhões, cresceu 68,9% na mesma comparação.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização –ajustado de R$ 1,185 bilhão, alta de 42% ante o terceiro trimestre do ano passado. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 3,3%, queda de 0,6 ponto percentual em relação aos 3,9% apresentados em 2020.

No período, a companhia teve um crescimento de 16,6% no volume total de vendas em relação ao trimestre anterior, para 10,3 mil metros cúbicos. Já na comparação anual, o aumento foi de 9,2% em função de maiores vendas de diesel (+7%), ciclo otto (+6%), óleo combustível (+231%) e combustíveis de aviação (+108%).

Na comparação com o segundo trimestre, o volume vendido cresceu 16,6%. Na comparação anual, o volume de vendas cresceu 9%.

A empresa diz, na mensagem da administração, que o avanço da participação de mercado veio “sem contrapartida de sacrifício de margens” e que houve uma ligeira recuperação das margens de comercialização, “o que se deu gradualmente ao longo do terceiro trimestre, após o ambiente competitivo desafiador visto no segundo trimestre”.

“O terceiro trimestre de 2021 foi marcado por expressiva recuperação de volumes de vendas após o segundo trimestre ter sofrido forte influência da redução da mobilidade e das atividades econômicas durante a segunda onda da pandemia da Covid-19”, escreveu a companhia, em nota.

Além da expansão “substancial” da demanda em todos os segmentos (rede de postos, B2B e aviação), a Vibra diz ter conseguido continuar sua trajetória de expansão de market share (participação de mercado) em todos esses segmentos, com uma evolução também positiva das margens de comercialização em cada um deles.

A empresa destaca o aumento de 2,8 ponto percentual no óleo combustível, de 1,7 pontos porcentuais nos combustíveis de aviação e de 0,4 ponto no diesel. Já no Ciclo Otto, houve expansão de 0,1 ponto.

Em comunicado divulgado junto com os dados do terceiro trimestre, a Vibra destaca o potencial de biocombustíveis, como gás natural e energia elétrica, principalmente de fontes renováveis, que, segundo a empresa, deverão ganhar importância nos próximos anos e ocupar parcela crescente do portfólio de negócios da Vibra.

A companhia também comentou sobre ações que visam acelerar a captura de valor, como a parceria com as Lojas Americanas, no negócio de conveniência. A expectativa é de que ele ganhe relevância ao longo do tempo e que atraia consumidores aos postos, tornando-se opção real, além dos combustíveis, para mais de 30 milhões de pessoas que se reabastecem nos pontos de venda da empresa todos meses. “Nossa expectativa é de avançarmos rapidamente na expansão do número de lojas e entendemos haver um espaço muito significativo ainda inexplorado neste segmento”, escreve a Vibra.

Os resultados da Vibra Energia (BOV:VBBR3) referentes suas operações do terceiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 16/11/2021. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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