MRV acredita que 2021 provou a força de sua plataforma habitacional, com atuação mais diversificada que a vista no passado

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Com resultados recordes em lançamentos e vendas líquidas no ano passado, a MRV&Co, que reúne MRV, AHS, Urba e Luggo, acredita que 2021 provou a força de sua “plataforma habitacional”, com atuação mais diversificada que a vista no passado. E que há espaço para mais.

Entre outubro e dezembro do ano passado, o grupo fez lançamentos com valor de R$ 3,2 bilhões, e fechou o ano com R$ 9,4 bilhões lançados, um recorde histórico. Em vendas líquidas, foram R$ 2,4 bilhões no quarto trimestre, e R$ 8,1 bilhões no ano – outro recorde.

A MRV (BOV:MRVE3) atribui o desempenho à diversificação de fontes de receita. Com a compra da AHS, fechada em 2019, a incorporadora colocou os pés nos Estados Unidos, aproveitando o potencial do mercado na região da Flórida e também a valorização do dólar. Em paralelo, nos últimos anos, investiu nas subsidiárias Urba, de loteamentos, e Luggo, de construção de imóveis para locação.

“Isso aumenta o potencial de diversificação da companhia e a capilaridade, porque se o cliente entrar em uma loja da MRV e quiser comprar um lote ou um apartamento, ele tem a oportunidade”, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o copresidente da empresa, Eduardo Fischer. No quarto trimestre, 46,1% das vendas anualizadas da companhia foram realizadas fora do Casa Verde e Amarela. Um ano antes, o programa financiado com recursos do FGTS respondia por 81,8% das vendas líquidas da empresa.

A AHS, braço do Grupo MRV que trabalha com aluguel residencial nos Estados Unidos, deve impulsionar ainda mais essa diversificação. A empresa acredita que até 2026 a incorporadora dos EUA pode chegar a uma produção anual de 8 mil unidades. “A AHS pode alcançar o tamanho da MRV, em vendas, daqui a três ou quatro anos”, diz Fischer.

Ele destaca ainda o acordo entre a MRV e Brookfield para que a firma canadense de investimentos compre 5,1 mil unidades construídas pela Luggo ao longo dos próximos anos, por R$ 1,26 bilhão. Os dois primeiros empreendimentos já foram vendidos no quarto trimestre, com R$ 106 milhões em vendas.

Aumento de preços

A MRV mantém cautela nos reajustes de preço dos imóveis. Segundo o Fischer, os aumentos estão mais graduais neste ano que em 2021, para não afastar o consumidor de baixa renda. “O movimento de margem deve ser mais lento. A recomposição vai acontecer, mas talvez mais em 2023 que em 2022.”

Preservar a demanda deste público é importante em um momento de alta da taxa básica de juros. Fischer lembra que os financiamentos do Casa Verde e Amarela, atrelados ao FGTS, não sofrem influência da elevação da Selic, ao contrário do que ocorre nos financiamentos com recursos da poupança.

Ele acredita que a elevação dos juros básicos tende a ser mais desafiadora para a Luggo, dado que o investimento em imóveis em busca da renda de aluguéis “concorre” com a renda fixa. O negócio com a Brookfield, porém, reduz a preocupação da empresa com este possível impacto.

Covid

A MRV ainda não sente os efeitos da nova onda da covid-19 em seus canteiros de obra. Fischer lembra que o mês de janeiro costuma ser de menor produção, com muitos trabalhadores de férias, um cenário que tende a se estender até meados de fevereiro.

Em São Paulo, segundo o Sinduscon, que representa as empresas do setor, os casos confirmados da doença atingem apenas 0,31% dos trabalhadores em canteiros de obra do setor, e os suspeitos, 0,66% da mão de obra.

Informações Broadcast

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