Dólar fecha em queda, pressionado pelo intenso fluxo estrangeiro e alta das commodities

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O dólar comercial fechou em queda de 0,95%, cotado a R$ 5,0030. Pressionada pelo intenso fluxo estrangeiro e alta das commodities, a moeda chegou a ultrapassar, em alguns momentos da sessão, a barreira dos R$ 5,00.

Segundo a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “mesmo com os desafios no cenário internacional, estamos prestes a ficar abaixo dos R$ 5,00. O pano de fundo doméstico ainda é o mesmo, mas o fluxo aumentou muito desde o começo do ano. No começo do ano, esta situação era inimaginável”.

Abdelmalack acredita que o Brasil está se beneficiando com o conflito geopolítico: “Acabamos atraindo capital que eventualmente iria para a Rússia, ou até mesmo para a China, que está regulamentando as empresas de tecnologia. Apenas em janeiro, entraram mais de US$ 4 bilhões em investimentos diretos”, explica.

De acordo com o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, “o fluxo vai continuar intenso enquanto os juros nos Estados Unidos não subirem e a Selic (taxa básica de juros) seguir alta”.

Rosa acredita que o ambiente nesta quarta é mais propenso ao risco: “A expectativa é que o (presidente da Rússia, Vladimir) Putin não force uma guerra, ao menos por enquanto. As sanções impostas pelos Estados Unidos também foram brandas”, avalia.

Mesmo sem saber até onde o real pode chegar, Rosa é enfático: “Pelos fundamentos técnicos, o real valeria algo em torno de R$ 4,50, mas existe um processo de desconfiança com a política fiscal, além de ser um ano eleitoral”, contextualiza.

Para a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, “os investidores globais parecem focados em países com juros mais elevados e atrelados às commodities, como o Brasil. Isso aumenta a moeda de oferta estrangeira e traz o câmbio para baixo”.

“A expectativa que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode diminuir a alta de juros nos Estados Unidos em função das incertezas geopolíticas no leste europeu, o que pode ter impacto desinflacionário nos Estados Unidos”, avalia Consorte, que considera este movimento benéfico para o real.

Data Compra Venda Variação Variação
01/02/2022  5,2718 5,2728 -0,624% -0,0331
2/02/2022  5,2753 5,2758 0,057% 0,003
3/02/2022  5,2949 5,2954 0,362% 0,0191
4/02/2022  5,3235 5,324 0,54% 0,0286
7/02/2022 5,2537 5,2547 -1,265% -0,0673
8/02/2022 5,2596 5,2606 0,112% 0,0059
9/02/2022 5,2264 5,2269 -0,641% -0,0337
10/02/2022 5,2408 5,2418 0,285% 0,0149
11/02/2022 5,2414 5,2424 0,011% 0,0006
14/02/2022 5,218 5,2185 -0,456% -0,0239
15/02/2022 5,1802 5,1807 -0,724% 0,0378
16/02/2022 5,1274 5,1279 -1,019%  -0,0528
17/02/2022  5,1659 5,1669 0,761% 0,039
18/02/2022 5,1395 5,14 -0,521% -0,0269
21/02/2022  5,1065 5,107 -0,642% -0,033
22/02/2022 5,0516 5,0521 -1,075% -0,0549
23/02/2022  5,0032 5,0042 -0,948% -0,-479

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