Dólar fecha em alta, perdendo força com a aprovação, no Senado Federal, da conta de estabilização de preços de combustíveis

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O dólar comercial fechou em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,0170. Após chegar a subir mais de 1,20%, a moeda norte-americana perdeu ainda mais força com a aprovação, no Senado Federal, da conta de estabilização de preços de combustíveis, assim como a valorização global das commodities

De acordo com o head de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “o movimento de hoje não é de aversão ao risco, mas sim de correção. Os estrangeiros olham para o Brasil como um mercado de commodities, e o real acaba sendo uma moeda beneficiada”.

Weigt não acredita que a alta dos combustíveis influencie no ciclo de aumento da Selic: “O mercado já precifica que, ao final do ciclo, a Selic chegue em 13,65%. É a maior taxa de juros real do mundo”.

“O Banco Central (BC) está exagerando, e vai colocar o país em recessão às custas do controle da inflação. Não sei se precisa dar uma marretada tão forte nos juros”, alerta Weigt.

Segundo a equipe da Ouro Preto Investimentos, “a guerra cria uma forte aversão ao risco, já que não houve avanços nas negociações”. A inflação nos Estados Unidos, destaca a Ouro Preto, poderia ser benéfica para o Brasil, mas a tensão desta quinta neutraliza os efeitos positivos para o real.

O aumento no preço do litro da gasolina, que vai de R$ 3,25 para R$ 3,86, e do diesel, que passa de R$ 3,61 para R$ 4,51, anunciado hoje pela Petrobras, coloca ainda mais pressão inflacionária no âmbito doméstico: “Já existem projeções que o Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima reunião, irá manter a Selic em 1,5%, o que talvez seja benéfico para a entrada do fluxo estrangeiro”, analisa a Ouro Preto.

A Ouro Preto observa que a alta das commodities, que pressionam a inflação global, pode beneficiar o Brasil: “Em um primeiro momento, isso deve gerar uma balança comercial positiva”, projeta.

Para o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, “o dia deve ser marcado pelo CPI e decisão de taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE), dia de maior cautela nos ativos de risco, após forte precificação otimista quanto ao conflito no Leste Europeu nas bolsas ontem”.

Borsoi acredita que a forte aversão global ao risco, diferente do movimento observado ontem, deve fortalecer o dólar.

Data Compra Venda Variação Variação
2/03/2022  5,1068 5,1073 -0,939% -0,0484
3/03/2022  5,0275 5,028 -1,553% -0,0793
4/03/2022 5,0773 5,0783 1% 0,0503
07/03/2022 5,0792 5,0797 0,028% 0,0014
8/03/2022  5,0527 5,0532 -0,522% -0,0256
9/03/2022 5,0101 5,0106 -0,843% -0,0426
10/03/2022 5,0155 5,016 0,108% 0,0054

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