A AMBEV (ABEV3) SE ABRASILEIRA?

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Uma das leis do universo que são replicadas no mundo empresarial: a natureza odeia o vácuo. Em outras palavras, alguma coisa sempre aparece para preencher espaço.

Como quando o Brasil ficou sem concorrência entre as cervejas na fusão da Brahma com a Antarctica. Em pouco tempo surgiram várias e várias marcas menores, cervejas artesanais e outras que, além de diversificar o mercado, abriram o gosto do brasileiro para outros tipos de cerveja. A consolidação de mercado existe, vemos que ela está em diversos setores – hoje em dia, principalmente da saúde –, mas sempre vem com uma onda contrária.

A AmBev (BOV:ABEV3) é uma empresa sinônima de fusões em seu início; o cenário de hoje é bem diferente: depois de muito olhar lá fora, a empresa se volta para suas origens e dá passos para se abrasileirar.

HOJE

Como é de praxe com todas as multinacionais, a empresa anunciou sua retirada do mercado russo, onde atuava principalmente com a marca Budweiser. A participação na joint-venture AB-InBev Efes, com 11 produtores locais, deverá ser vendida para a turca Anadolu Efes, que, além de cervejas, também é dona do time de basquete local de mesmo nome. A Anadolu já era parceira da InBev na Rússia, onde produzia a Bud Light, além de suas próprias marcas, como Zolotaya Bochka e 387.

E, como a ordem é transformar limão em limonada, a AB-InBev aproveita para internacionalizar mais sua marca ucraniana, a Chernigivske. Vendida como um dos “orgulhos ucranianos”, a cerveja agora está disponível no mercado Europeu, no Brasil e na Colômbia. A empresa promete que todos os lucros obtidos com a cerveja serão revertidos para ajudar vítimas da guerra.

Voltando para dentro, a AmBev se abrasileira indo estado por estado com um ingrediente bem nosso: a mandioca.

Ela agora é ingrediente de quatro cervejas da empresa: Esmera de Goiás, Magnífica do Maranhão, Nossa de Pernambuco e Legítima do Ceará. Já a Berrió do Piauí acrescenta suco de caju aos ingredientes tradicionais. Sim, os estados fazem parte do nome, uma boa estratégia para capitalizar o orgulho bairrista. A exceção é a Toda Nossa, feita apenas com ingredientes tradicionais, 100% plantados e colhidos em Santa Catarina. Vão vender mais que a Brahma? Não, e nem essa é a ideia. A empresa já tem o global. Hora de lucrar com o local. É a mesma estratégia que usa com o Guaraná Baré, disponível apenas no Acre, Maranhão, Pará e Rondônia.

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Comentários

  1. Patrick diz:

    Correçãozinha básica: O Baré está disponível principalmente em Manaus, além claro das regiões citadas. É o principal refrigerante da Ambev no Amazonas.

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