Eletrobras: primeiros nomes indicados para o conselho de administração da companhia agradam o mercado

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Os primeiros nomes indicados para o conselho de administração da Eletrobras agradaram o mercado. Entre os indicados pelos acionistas 3G Radar, Banco Clássico, Maliko Investments, Navi Capital, SPX Equities, Vinci Equities e XP estão figuras conhecidas como Vicente Falconi, consultor em gestão considerado “guru” por muitos empresários, o advogado Marcelo Gasparino, experiente conselheiro independente, atualmente no Conselho da Petrobras, e Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras e atual copresidente do Credit Suisse no Brasil.

Há ainda nomes com experiência na gestão de empresas de energia, caso de Carlos Augusto Leone Piani, atual presidente do Conselho de Administração da Equatorial Energia, e Octavio Cortes Pereira Lopes, que já atuou no Conselho da Light, além de Marisete Dadald Pereira, atual secretaria executiva do Ministério de Minas e Energia. Completam a chapa três dos mais recentes conselheiros da Eletrobras: Daniel Alves Ferreira, Felipe Vilela Dias e Marcelo de Siqueira Freitas. Além deles, também foi proposto como candidato para eleição em separado pelos acionistas preferencialistas Pedro Batista de Lima Filho.

Ferreira, Dias e Freitas, juntamente com outros seis conselheiros – Ruy Flaks Schneider, Bruno Eustáquio Ferreira Castro de Carvalho, Ana Carolina Tannuri Laferté Marinho, Jeronimo Antunes, Ana Silvia Corso Matte e Rodrigo Limp Nascimento – apresentaram uma carta de renúncia no último sábado, 18, tendo em vista a finalização do processo de capitalização da Eletrobras. Eles apontaram que o movimento visa “propiciar que a nova composição societária – definida sem a figura de um acionista controlador – venha a formatar um novo colegiado”.

Com as renúncias, permanece no conselho – que possui 11 cadeiras, das quais 10 estavam ocupadas – apenas Carlos Eduardo Rodrigues Pereira, representante dos empregados da Eletrobras (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6) e que possui processo de eleição em separado, de acordo com o Estatuto Social.

“Já se esperava que após a privatização o Conselho fosse renovado, e a renúncia dos 9 nomes já era aguardada pelo mercado”, disse o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman. “Tem muita coisa pra fazer, novos rumos a serem trilhados pela companhia e estamos em fase ainda muito incipiente do processo, mas a composição do board é fundamental, é peça-chave dentro do escopo de formação dessa nova companhia, agora capitalizada”, completou, salientando que os nomes indicados são “bem conhecidos pelo mercado”.

“Gostamos dos nomes, são profissionais do mercado, executivos experientes”, comentou um outro analista, com a condição de anonimato.

Conforme previsto no Estatuto Social da Eletrobras e no Regulamento de Indicações, os candidatos indicados ainda deverão ser avaliados pelo Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração, para verificar se atendem os requisitos de elegibilidade exigidos para eleição em Assembleia Geral de acionistas. A AGE será feita em data ainda a ser definida.

Para Arbetman, na nova formação do conselho, a União, que até agora detinha a maior parte dos indicados, com sete cadeiras, poderá manter até três nomes, e os demais sete serão nomes “pulverizados pelos novos acionistas”. “A tendência é ver nomes de mercado, como já se viu nessa primeira lista, nessa primeira proposta divulgada”, disse.

Diretoria

Rodrigo Limp, atual diretor-presidente da Eletrobras, embora tenha renunciado à sua cadeira no conselho de administração, seguirá em suas funções na diretoria e apenas deverá ser substituído em um segundo momento.

Na visão de analistas, será escolhido um profissional com experiência em gestão, mas ninguém no momento arrisca um nome. Um analista de um banco estrangeiro alertou que diferentemente do que ocorria até agora, o próximo diretor-presidente não mais precisa também ter sido eleito para o Conselho de Administração. O estatuto especifica apenas que será necessário ao candidato ter experiência profissional de, pelo menos cinco anos, em atividade ou função “diretamente ligada ao tema principal da diretoria”.

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