OceanPact (OPCT3): prejuízo líquido de R$ 76,6 milhões no 2T22

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OceanPact, que presta serviços de suporte marítimo, apresentou prejuízo líquido de R$ 76,6 milhões no segundo trimestre de 2022 (2T22), ante lucro de R$ 25,9 milhões em igual período de 2021.

A receita líquida caiu 13,1%, uma queda de R$ 37,1 milhões, de R$ 284 milhões para R$ 246,8 milhões), e cresceu 25,2% (aumento de R$ 49,7 milhões) em relação ao 2T21.

ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado ficou em R$ 38,6 milhões, alta de 9,9%. Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita) ajustada caiu 2,2 pontos percentuais (p.p.), para 15,6%.

A frota da Companhia totalizou 32 embarcações, sendo 30 no segmento de Embarcações e 2 no segmento de Serviços.

A frota operacional média gerando receita foi de 24,5 embarcações no segundo trimestre de 2022, aumento de 0,8 em relação às 23,7 embarcações do 1T22, devido à entrada em operação da embarcação UP Rubi.

A taxa de ocupação apresentou queda de 8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e manteve-se em linha com o mesmo período do ano passado. A queda em relação ao 1T22 deve-se ao fato de termos 4 embarcações com operação reduzida no 2T22 (Parcel das Timbebas, Parcel dos Reis, Ilha de Cabo Frio e Ilha das Flechas), seja por mobilização ou manutenção.

O número de dias em operação diminuiu 5,8% no 2T22 (de 1.764 no 1T22 para 1.661 dias). A principal razão dessa diminuição é a queda da taxa de ocupação da frota (embarcações mobilizando ou em manutenção). Já em relação ao 2T21, o número de dias em operação cresceu mais de 30% devido ao aumento da frota nesse período (de 1.268 no 2T21 para 1.661 no 2T22).

No 2T22, a receita líquida de Embarcações diminuiu 4,5% quando comparada com o 1T22 (de R$ 191,3 milhões no 1T22 para R$ 182,7 milhões no 2T22). Essa diminuição é explicada pela quantidade de embarcações paradas para mobilização ou em manutenção neste trimestre, fator que provocou a queda da taxa de ocupação entre os trimestres (de 83% no 1T22 para 75% no 2T22). Na comparação entre o 2T21 e 2T22, verificamos um crescimento de R$ 56,9 milhões, ou 45,3%, explicado principalmente pelo aumento da frota operacional de 18,0 para 24,5 embarcações, acompanhado da entrada de barcos mais especializados, com diárias mais elevadas.

A companhia terminou o 2T22, com backlog de R$ 2,9 bilhões, queda de R$ 12 milhões em relação a março de 2022 com o seguinte detalhamento: R$ 332 milhões consumido, R$ 78 milhões de novos contratos, R$ 71 milhões de reajustes contratuais e R$ 171 milhões de variação cambial positiva (diferença entre o dólar de R$/US$ 4,74 para R$/US$ 5,24).

A redução do Backlog em função, principalmente, do maior consumo é um indicador da fase de rentabilização dos ativos existentes em que a Companhia se encontra, após o significativo ciclo de investimentos ao longo de 2021.

Os custos e despesas atingiram R$ 255,6 milhões, queda de 7,9% ante R$ 277,6 milhões no 1T22. A principal razão para essa diminuição foi o menor número de embarcações em operação durante o segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2022, devido ao período de adequação para a instalação de ROVs próprios, onde os custos são capitalizados. Em relação ao 2T21, o aumento nos custos e despesas no 2T22 deve-se ao maior número de embarcações em operação, equipe de ROV própria, além dos custos do Grupo UP terem afetado o 2T21 apenas em junho.

O resultado financeiro líquido do 2T22 foi negativo em R$ 73,8 milhões comparado a um resultado positivo de R$ 5,1 milhões no 1T22. Essa redução é explicada principalmente pelo impacto negativo de R$ 28,3 milhões de variação cambial no 2T22 (dólar variou de R$ 4,74 em 31 de março de 2022 para R$ 5,24 em 30 de junho de 2022), frente a R$ 46,1 milhões positivo de variação cambial no 1T22 (dólar variou de R$ 5,58 em 31 de dezembro de 2021 para R$ 4,74 em 31 de março de 2022).

A Companhia encerrou o segundo trimestre de 2022 com dívida bruta, incluindo arrendamentos, de R$ 1.212 milhões, aumento de 3,2% em relação ao primeiro trimestre do mesmo ano.

A posição final de caixa (incluindo títulos e valores mobiliários) no 2T22 foi de R$ 253,9 milhões, representando uma diminuição de R$ 108 milhões em relação à posição do 1T22, devido principalmente aos compromissos de CAPEX e pagamento de juros de dívidas adquiridas anteriormente.

O valor da dívida líquida foi de R$ 958,1 milhões, aumento de R$ 145,4 milhões no segundo trimestre de 2022. O índice de alavancagem (dívida líquida/EBITDA LTM) do final do período foi de 4,41x (incluindo títulos e valores mobiliários). Tratando-se apenas de dívida líquida bancária tivemos R$ 770,9 milhões no 2T22, enquanto o índice de alavancagem considerando dívida líquida bancária/EBITDA LTM do final foi de 3,55x.

Investimentos

A companhia investiu R$ 101,9 milhões, decréscimo de 23,0% em relação ao valor do 1T22 (R$ 132,4 milhões) para a melhoria das embarcações e aquisição de equipamentos.

Aquisição de Equipamentos: R$ 29,8 milhões, sendo, principalmente, ROVs (R$ 25,8 milhões).

Adequação de Embarcações: R$ 52 milhões, com os principais destaques sendo Capex para preparar as embarcações Parcel das Timbebas (R$ 13,5 milhões), Parcel dos Reis (R$ 11,1 milhões), Ilha do Cabo Frio (R$ 10,1 milhões), UP Rubi (R$ 7,5 milhões) e Parcel do Bandolim (R$ 1,6 milhões) para contratos com a Petrobras.

Docagens: R$ 20,1 milhões, principalmente referente às embarcações UP Rubi (R$ 4,9 milhões), UP Coral (R$ 4,3 milhões), Ocean Stalwart (R$ 4,1 milhões) e Ilha da Trindade (R$ 1 milhões).

Os resultados da OceanPact (BOV:OPCT3) referente suas operações do segundo trimestre de 2022 foram divulgados no dia 11/08/2022. Confira o Press Release completo!

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