JPMorgan eleva recomendação da Cogna com virada da Kroton; ação sobe forte

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O JPMorgan elevou a recomendação para as ações da Cogna (BOV:COGN3) de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para neutra, passado o período de turnaround (virada) dos seus negócios de ensino superior. A Kroton retomou o crescimento de sua receita no segundo semestre de 2022 e deve continuar expansão em 2023, enquanto o ciclo de recebíveis foi normalizado, apontam os analistas.

Às 11h140 (horário de Brasília), as ações COGN3 subiam 7,1%, a R$ 1,95.

Depois dos 16 trimestres de receita em queda, a Kroton retomou crescimento com aceleração de 12% na base anual, versus crescimento orgânico de 4% para Yduqs (YDUQ3), 5% para Anima (ANIM3), 13% para Ser (SEER3) e 17% para Afya. Além disso, está prestes a continuar crescendo em 2023 (a estimativa do JP é de alta de 6%), impulsionado pela expansão do ensino a distância.

Já os dias de recebíveis caíram consideravelmente de um pico de 139 dias no quarto trimestre de 2019 (4T19) para 46 no 4T22, que está entre os mais baixos do setor, uma vez que Afya tem 71, Ser 72, Yduqs 82, e Anima 85.

Além disso, ainda que alavancada, a empresa tem caixa suficiente para pagar todos os vencimentos da dívida de 2023, reduzindo a pressão para rolar a dívida.

A Cogna tem R$ 2,6 bilhões em caixa (dados do quarto trimestre, mais R$ 500 milhões emitidos em janeiro de 2023) em mãos, o que é suficiente para compensar R$ 2,2 bilhões de vencimentos em 2023.

No entanto, apontam os analistas do banco, a alavancagem ainda pesa sobre a empresa, uma vez que ela é de 3,2 vezes a dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) nos últimos doze meses.

Como resultado, o empresa consumiu R$ 214 milhões em caixa nos últimos doze meses (- R$ 135 milhões ex-Vasta), principalmente devido a pagamentos de juros líquidos de R$ 520 milhões (R$ 474 milhões ex-Vasta).

O banco aponta que a Cogna é negociada a um múltiplo de valor da empresa sobre Ebitda (EV/Ebitda) esperado para 2023 de 5,6 vezes, acima de outros pares como Yduqs (4,2 vezes), bem como Anima (5,3 vezes). Se retirar Vasta (atualmente negociada a 8 vezes), o múltiplo cai para 5,3 vezes.

“Nossa análise de sensibilidade sugere um valor justo na faixa de R$ 1,90 a R$ 2,80 por ação [ante fechamento de quinta de R$ 1,82]. Embora não tenhamos um preço-alvo para a Cogna, nossa avaliação considera múltiplos justos de 5 vezes a 6 vezes o EV/Ebitda esperado para 2023, de 6 vezes para Cogna ex-Vasta e de 8 vezes a 11 vezes para Vasta”, afirmam os analistas. A preferência do JP no setor segue por Afya e Yduqs (com recomendação overweight, equivalente à compra), seguidos por Cogna, Anima e Ser (com recomendação neutra).

O Itaú BBA, por sua vez, manteve recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra) para a Cogna, com preço-alvo de R$ 3, ou potencial de alta de 65% em relação ao fechamento da véspera. As expectativas foram mantidas após conversa dos analistas com o CEO Roberto Valério, o CFO Frederico Villa, e o RI Eduardo Honzak, para discutir as perspectivas de crescimento de cada uma das unidades de negócios da empresa e expectativas de rentabilidade para 2023.

Os números divulgados pela Cogna no 4T22 ficaram um pouco acima das estimativas do Itaú BBA, impulsionadas por tendências de receita mais saudáveis na Kroton e maior ACV (Valor Anual do Contrato, métrica usada para medir o valor total da receita contratada) reconhecido na Vasta.

“Embora acreditemos que a Kroton tenha atingido um ponto de inflexão em termos crescimento da receita líquida, a deterioração do ambiente macroeconômico deve limitar um aumento mais forte em 2023”, apontam os analistas.

Para a Vasta, o forte reconhecimento do ACV deve levar a um crescimento saudável de receita líquida. Por fim, a melhor sazonalidade do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) deve impulsionar o faturamento de Saber.

O banco espera que a Cogna reporte receita líquida de R$ 5,743 bilhões em 2023 e R$ 6,249 bilhões em 2024. Para a rentabilidade, maior alavancagem operacional e a continuidade de ganhos de eficiência devem levar à expansão da margem consolidada, resultando em uma margem Ebitda (Ebitda sobre receita) recorrente de 31,1% em 2023 e 33,9% em 2024. Isso se traduz em múltiplos EV/Ebitda de 5,2 vezes em 2023 e de 4,3 vezes em 2024, concluem.

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