Novo Nordisk (NYSE:NVO) está pronta para lançar seu tratamento para obesidade, Wegovy, na China, mas adotará uma estratégia cautelosa nas vendas iniciais. O objetivo é gerenciar cuidadosamente o acesso ao medicamento em um país que possui a maior população de pessoas obesas do mundo. A farmacêutica dinamarquesa, consciente da demanda reprimida, planeja garantir que os pacientes que iniciarem o tratamento tenham acesso contínuo ao medicamento sem preocupações com a falta de suprimento.
A Novo Nordisk também é negociada na B3 através da BDR (BOV:N1VO34).
A aprovação do Wegovy pelas autoridades chinesas traz uma nova alternativa para perda de peso em um mercado onde o Ozempic, também da Novo e aprovado apenas para diabetes, já é utilizado para emagrecimento. A urbanização acelerada no país aumenta a prevalência de obesidade, tornando a China um mercado essencial para os fabricantes de medicamentos antidiabéticos e para tratamento de obesidade.
O mercado para drogas GLP-1, como o Wegovy, pode alcançar até 40 bilhões de yuan (cerca de 5,5 bilhões de dólares) até 2030, com a maioria destinada ao tratamento da obesidade. Com a patente do ingrediente ativo do Wegovy, o semaglutide, expirando em 2026, fabricantes locais já estão se movendo para desenvolver genéricos.
Apesar da competição iminente, a Novo Nordisk planeja manter uma produção robusta do semaglutide em suas instalações na Dinamarca e Carolina do Norte, enquanto prepara a produção final do medicamento na China. A empresa antecipa um mercado competitivo, mas suficientemente grande para múltiplos jogadores.
Finalmente, devido às políticas da Administração Nacional de Segurança de Saúde da China, é improvável que o Wegovy seja reembolsável pelo seguro público. Isso significa que o Wegovy provavelmente será comercializado para um público que pode pagar por ele próprio, permitindo à Novo Nordisk definir preços sem interações com seguradoras públicas e potencialmente vender o medicamento através de canais de e-commerce.