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Perspectiva para Traders: Semana Agitada com Foco no Copom e Indicadores Econômicos

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Após uma semana intensa marcada pela decisão do Copom e um aumento nos ruídos fiscais e monetários, os traders do mercado financeiro nacional precisam se preparar para mais uma rodada de movimentações importantes. A próxima semana traz a ata da reunião do Copom e indicadores cruciais de inflação e mercado de trabalho.

Decisão da Selic e Implicações

A decisão mais aguardada da semana foi a manutenção da taxa Selic em 10,5% ao ano, conforme esperado. O comunicado do Copom foi duro, indicando que a taxa deve permanecer nesse patamar pelo restante do ano, com possibilidade de novos aumentos se necessário. Fatores como o repique inflacionário, a alta do câmbio e os elevados juros nos EUA justificaram essa decisão.

O cenário político também influenciou o mercado, com o presidente Lula criticando o Banco Central e seu presidente, Roberto Campos Neto, tanto antes quanto depois da reunião. Esse clima de incerteza política adicionou um componente de volatilidade ao mercado.

Expectativas para a Próxima Semana

Na próxima quinta-feira, o destaque será a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, com atenção especial à coletiva de imprensa de Roberto Campos Neto. A forma como o presidente do BC responderá aos ataques recentes de Lula pode impactar significativamente o humor do mercado.

Desempenho do Mercado

Na sexta-feira, 21, o Ibovespa fechou em 121.229 pontos, com uma valorização semanal de 1,31%. O dólar comercial subiu 1,12%, alcançando R$ 5,4424. As taxas de juros futuros para janeiro de 2028 variaram de 11,740% a 11,835% ao longo da semana.

Agenda Econômica

A última semana de junho será carregada de indicadores:

Segunda-feira: Atualização das previsões no boletim Focus.
Terça-feira: Ata da reunião do Copom.
Quarta-feira: IPCA-15 de junho e relatório da dívida do Tesouro.
Quinta-feira: IGP-M de junho e dados do Caged.
Sexta-feira: Taxa de desemprego até maio pelo IBGE.

Contexto Internacional

Apesar do feriado nos EUA, a semana internacional não foi menos agitada. Os investidores continuam avaliando a decisão do FED e suas projeções, além dos resultados da reunião da OPEP. Outros bancos centrais, como os da China, Reino Unido e Noruega, mantiveram suas taxas, enquanto o da Suíça reduziu os juros.

A demanda por petróleo nos EUA aumentou, elevando o preço da commodity. Sinais de desaceleração da economia norte-americana, como queda nas vendas no varejo e na atividade industrial, sugerem que o FED pode considerar uma redução na taxa de juros em 2024.

Indicadores Internacionais a Observar

Na próxima semana, serão divulgados vários indicadores econômicos relevantes:

Estados Unidos: PCE de junho, índice Case/Shiller, confiança do consumidor, entre outros.
Alemanha: Índice IFO e Gfk de confiança.
Zona do Euro: Base monetária e confiança do consumidor.
Reino Unido: PIB revisado do primeiro trimestre de 2024.
Japão: Produção industrial e taxa de desemprego.
China: Lucro das indústrias e PMIs oficiais.

Movimentações Corporativas

No cenário corporativo, a posse de Magda Chambriard como presidente da Petrobras foi destaque. Ela ressaltou a importância dos investimentos em exploração e produção para financiar a transição energética. A Vale, por sua vez, lidou com um incêndio na usina Salobo 3 e atualizou suas projeções de produção de cobre e níquel para 2026.

Conclusão

Para os traders, a próxima semana promete ser movimentada, com vários eventos e indicadores que podem influenciar o mercado. Acompanhar de perto as decisões do Copom, os discursos de Campos Neto e as movimentações políticas será crucial para navegar esse cenário de incertezas e oportunidades.

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