A CVC obteve a classificação brB da agência de rating Standard & Poor’s. Segundo a S&P, classificação da CVC, que era de bRCCC-, foi elevada após a companhia concluir processos de reestruturação de dívidas, e há perspectivas em desenvolvimento. A análise dos especialistas entendem que a CVC continuará na liderança do mercado, principalmente ao alcançar “certo conforto em liquidez” para a retomada.

A CVC (BOV:CVCB3) comunicou o fato relevante nesta quarta-feira (25).

Segundo a análise da S&P, a conclusão do processo de reestruturação de dívidas da empresa de Turismo “possibilitará maior conforto de liquidez e flexibilidade financeira para a CVC nos próximos meses”.

Apesar disso, o relatório aponta que “a empresa segue altamente exposta aos desafios da retomada econômica, à vacina para conter o avanço da covid-19 mundialmente e a eventos de liquidez em 2021 para continuar apresentando tal conforto de liquidez nos próximos anos”.

Ainda assim, continua a S&P, “acreditamos que a CVC deve se beneficiar de sua posição como a maior operadora de viagens do País e de certo conforto de liquidez para focar a esperada retomada de suas vendas. Consequentemente, em 24 de novembro de 2020, a S&P Global Ratings elevou seus ratings de emissor e de emissão da CVC na Escala Nacional Brasil de brCCC- para brB. O rating de recuperação da emissão continua “4”.

Por fim: “a perspectiva do rating de crédito de emissor é em desenvolvimento, indicando que tanto uma nova elevação ou um rebaixamento são possíveis nos próximos seis meses, dependendo do sucesso ou não dos aumentos de capital esperados entre janeiro e setembro de 2021 e da dinâmica de recuperação da indústria de viagens e de lazer no Brasil”, concluem os analistas.

Norte-americana, a S&P é uma das três maiores agências de classificação de risco do mundo. A empresa é especializada na publicação de análises e pesquisas sobre bolsas de valores e títulos.

Prejuízo líquido de R$ 172,2 milhões

CVC Corp prejuízo líquido das operações no Brasil de R$ 172,2 milhões no 3º trimestre deste ano, frente a um lucro líquido de R$ 5,5 milhões no 3 trimestre de 2019 pro forma, fortemente impactado pela queda na receita líquida decorrente da pandemia de covid-19.

O Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi negativo em R$ 97,7 milhões no 3º trimestre de 2020, comparado a R$ 172,9 milhões no 3º trimestre de 2019 pro forma. A redução no Ebitda Ajustado no trimestre é resultado principalmente da queda de 85,7% da receita líquida resultante dos efeitos da pandemia.