O Bradesco prevê receber mais de R$ 500 milhões em pedidos de financiamento durante a 16ª edição da Bahia Farm Show. “Percebemos um aumento substancial nas intenções de financiamento. Maquinários e insumos tiveram relevante aumento de preços, que traz volume maior de intenção de negócios. Estimamos crescimento de 30% a 40% em volume de intenção de negócios em relação à edição de 2019, que foi de R$ 350 milhões”, disse o diretor de Agronegócios do Bradesco, Roberto França, ao Broadcast Agro .

Segundo França, o banco observa, historicamente, conversão das intenções para pedidos de negócios de aproximadamente 50%. “Procuramos dar celeridade na aprovação do pedido e tentamos aprovar o máximo que podemos dentro da receita agrícola do produtor em uma política agressiva de crédito”, apontou.

Entre os maiores interesses do agricultor baiano, França cita a renovação de frota de máquinas e equipamentos a irrigação. “O produtor olha todas as oportunidades para melhorar produtividade seja para algodão, milho, pecuária ou hortifrúti”, disse França.

O Bradesco (BOV:BBDC3) (BOV:BBDC4) está entre os cinco principais financiadores do crédito rural do oeste baiano, de acordo com seu diretor de Agronegócios. Ele estima que na região o banco tenha participação de mercado no crédito rural semelhante a que possui no Brasil, em torno de 10%. “Dentre os bancos privados, somos o principal financiador da região”, pontuou. No Brasil de forma geral, o Bradesco estima que sua carteira de crédito rural deva crescer cerca de 20% a 25% neste ano, ante os R$ 43 bilhões movimentados no ano passado. O avanço é puxado pela maior demanda tanto por aumento do preço de insumos quanto por ampliação de área.

Na avaliação de França, atualmente a boa remuneração da atividade agrícola é o maior motivador para o produtor buscar novos equipamentos e investir em ampliação de área e produtividade. Os bons preços das commodities agrícolas, segundo ele, superam outros fatores negativos, como o elevado custo de produção. “O aumento do custo dos insumos talvez seria inibidor de investimento, mas as commodities estão em patamar que remuneram bem o produtor, o que faz com que continue investindo na propriedade”, explicou.

Este retorno satisfatório da atividade agrícola, avalia França, compensa também os juros elevados, que encarecem o crédito e, consequentemente, o custo de produção. “Quando você tem um bom retorno do campo, a taxa de juros ainda é suportável. Hoje, sem nenhuma linha de subsídios , as taxas variam de 15% a 17% ao ano e se o retorno está acima de 30%, o produtor ainda consegue financiar máquinas e equipamentos novos”, pontuou o executivo. Em relação às indefinições quanto ao Plano Safra 2022/23, válido a partir de 1º de julho, França acredita que a política de crédito agrícola do governo federal deve ser definida nos próximos 15 a 20 dias. “O governo vai trazer melhores condições possíveis para atender parte da demanda do setor do agronegócio , de cerca de 50% a 60% com crédito subsidiado. Os bancos também vêm aumentando o portfólio com recursos livres”, pontuou França.

Informações Broadcast

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