Mercado Diário: Ibovespa cai pelo segundo pregão consecutivo

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Na direção que o vento vai

 

Os investidores asiáticos operaram em compasso de espera nesta sexta-feira, aguardando a divulgação final do relatório de emprego dos Estados Unidos.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em baixa de -0,05%, cotado a 15.064 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu -0,16%, para 22.524 pontos. Em Xangai, o índice SSE Composite ganhou +0,74%, cotado a 2.059 pontos. Já em Mumbai, o índice Sensex fechou cotado em 22.360 pontos, com perda diária de -0,66%.

Sem virtualmente quaisquer dados relevantes na Ásia, os movimentos foram mínimos nas bolsas de valores da região.

O relatório de empregos de março nos EUA aparece como um importante teste do argumento de que a fraqueza econômica em janeiro e fevereiro foi causada pelo clima ruim e de que a recuperação ainda está caminhando.

A expectativa dos analistas é pela abertura de 200 mil vagas no último mês. Um resultado próximo a este número deve tranquilizar os investidores e sustentar a cotação do dólar e os mercados de ações.

 

Tio Sam contrata

 

De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, a taxa de desemprego no país se manteve sem alterações em março e a criação de postos de trabalho aumentou quase conforme o previsto pelos analistas.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos encontra-se em 6,7% em março. Por outro lado, 192.000 novos postos de trabalho foram criados no país no último mês – 8.000 a menos do número projetado pelos analistas.

O ritmo quase estável de ganhos de emprego deve permitir que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, continue a reduzir seu pacote mensal de estímulo monetário, além de manter as taxas de juros da economia americana perto de zero por mais algum tempo.

O Departamento do Trabalho também revisou para cima o número de vagas de emprego formal criadas nos dois primeiros meses do ano, acrescentando mais 37 .000 postos de trabalho aos dados divulgados anteriormente.

Um inverno muito frio e com muita neve afetou a economia no final de 2013 e início deste ano. O crescimento foi ainda mais prejudicado por esforços de empresas para reduzir estoques, o vencimento de benefícios para desempregados de longo prazo e cortes nos auxílios-alimentação.

 

Meu tesouro tesourinho

 

Os preços unitários dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto praticamente não oscilaram na sessão desta sexta-feira. Os papéis de curto prazo tiveram leve valorização (LTN 010117 subiu 0,10%, LTN 010118 ganhou 0,08% e NTN-B Principal 150519 teve alta de 0,34%) e os papéis de longo prazo registraram leve desvalorização (NTN-F 010125 caiu 0,23% e NTN-B Principal perdeu -0,09%).

Depois de reagir bem ao último aumento da taxa selic divulgado na última quarta-feira, de 10,75% para 11,00%, as Letras Financeiras do Tesouro (indexadas pela taxa básica de juros) acumularam mais um dia de alta, subindo 0,04%.

No acumulado da semana, quase todos os títulos registraram perda. A maior queda foi protagonizada pelo NTN-B Principal, que perdeu 1,05% de seu valor. Os outros títulos que registraram baixas consideráveis foram o NTN-B 150535 (-0,45%) e o NTN-F 010125 (-0,88%). Apenas dois títulos fecharam a semana em alta: o LFT 070317 (+0,20%) e o NTN-B Principal 150519 (+0,07%).

 

Upward, Nach Oben, Vers Le Haut, Verso L’alto

 

As ações europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por especulações sobre mais estímulos do Banco Central Europeu (BCE) e dados sobre o mercado de trabalho norte-americano que sugeriram ritmo sólido de contratações pelo segundo mês consecutivo.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de +0,70%, a 6.696 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu +0,70%, para 9.696 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 ganhou +0,79%, alcançando à marca de 4.485 pontos. Já em Milão, o índice FTSE MIB teve valorização de +0,83%, para 21.175 pontos.

O avanço dos mercados europeus foi mais forte no final da tarde, diante de notícias de que o Banco Central Europeu (BCE) teria modelado os efeitos econômicos da compra de 1 trilhão de euros (1,37 trilhão de dólares) em ativos como parte de um novo programa de quantitative easing.

 

Porquinho de dieta

 

O Banco Central informou que os depósitos de recursos na caderneta de poupança, menos o volume de retiradas, somaram R$ 1,78 bilhão em março. Com isso, houve uma queda de 70% na captação da poupança frente ao mesmo mês do ano passado – quando foi registrado o ingresso líquido de R$ 5,96 bilhões na mais tradicional modalidade de investimentos do país.

A captação líquida da poupança no mês passado também representou a menor entrada de recursos, para meses de março, desde 2011 – quando os depósitos superaram as retiradas em R$ 307 milhões.

Com o ingresso de recursos em março deste ano, junto com o rendimento creditado na conta dos poupadores, o volume total de recursos aplicados na caderneta de poupança atingiu R$ 612 bilhões no fim do mês passado. No fechamento de 2013, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 597 bilhões.

 

Poupança menos rentável

 

A menor entrada de recursos na caderneta de poupança acontece em um momento no qual é registrada perda da rentabilidade da caderneta de poupança em comparação com os fundos de renda fixa – por conta do processo de alta dos juros básicos da economia implementado pelo Banco Central.

Desde o fim de agosto do ano passado, a poupança voltou a ser remunerada pela fórmula original de 0,50% ao mês mais TR. Caso a taxa selic volte a ser fixada em um abaixo de 8,50% ao ano, o rendimento da caderneta de poupança será equivalente a setenta por cento da taxa básica de juros.

As cadernetas de poupança que fizeram aniversário no primeiro dia de março foram remuneradas em 0,5540%, enquanto que as que fizeram aniversário no último dia do mês foram reajustadas em 0,5000%. Não houve diferença de reajuste sobre os depósitos realizados antes e depois de 04 de Maio de 2012, quando entrou em vigor a Medida Provisória 567/2012, que alterou as regras de remuneração da poupança.

 

Dólar em forte queda

 

O real liderou os ganhos entre as moedas emergentes, que subiram frente ao dólar após os dados do relatório de emprego nos Estados Unidos em março terem vindo abaixo do esperado pelo mercado. A queda da divisa americana no mercado local foi intensificada pelo início da rolagem pelo Banco Central do lote de US$ 8,733 bilhões em contratos de swap cambial, que tinha vencimento previsto para 02 de maio.

Nesta sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 2,2427 para compra e a R$ 2,2437 para venda, registrando uma desvalorização de 1,70%. O giro financeiro ficou em torno de US$ 1,4 bilhão.

Na semana, a divisa dos Estados Unidos acumulou queda de 0,69%.

 

Nova queda

 

O principal índice da BM&FBovespa fechou em queda nesta sexta-feira, influenciado pela desvalorização dos principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos, mas conseguiu terminar sua terceira semana consecutiva no azul. No último pregão da semana, o índice registrou perda de 0,63%, fechando cotado aos 51.081,78 pontos. No entanto, o Ibovespa encerra a semana com alta de 2,64%. No mês, ele soma valorização de 1,32%. No ano, entretanto, acumula queda de 0,83%.

 

Tio Sam cai forte

 

Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, com o Nasdaq Composite registrando a maior perda diária desde o início de fevereiro.

O índice Dow Jones Industrial Average recuou -0,96%, para 16.412 pontos. O índice  Standard & Poor’s 500 teve desvalorização de -1,25%, a 1.865 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq Composite caiu -2,60%, para 4.127 pontos.

As fortes quedas em ações consideradas da moda acabaram deixando em segundo plano o relatório de emprego de março, que chegou a fazer os índices Dow Jones e S&P 500 baterem recordes de valorização intraday.

 

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