Bom dia ADVFN - Tensão entre EUA e China fazem bolsas operarem em queda

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Esse é o Bom dia, Investidor! 21 de maio de 2020, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!
Os principais índices europeus e os futuros das bolsas americanas operam em queda refletindo os temores da piora da relação entre Estados Unidos e China, monitorando os casos de coronavírus pelo mundo e  com a expectativa pela divulgação de novos indicadores econômicos.
A decisão do Senado norte-americano de aprovar uma lei que pode proibir empresas chinesas de serem listadas nas bolsas de valores dos EUA e retirar as que já estão, afetando Alibaba e Baidu, lança uma nuvem sobre a recente recuperação dos ativos de risco. As ações das duas empresas caem no pré-market americano.
No Twitter, o presidente Donald Trump colocou mais lenha na fogueira ao afirmar que a China está fazendo uma “enorme campanha de desinformação” porque está “desesperada” para que o rival democrata, Joe Biden, vença a corrida presidencial e continue “roubando” os EUA.
Em reflexo da piora da relação entre Estados Unidos e China e das preocupações em relação a uma cura para a Covid-19, as bolsas da Ásia fecharam em queda. O Nikkei 225, de Tóquio, registrou recuo de 0,21%. O Hang Sang Index, de Hong Kong, registrou variação negativa 0,49% nesta quinta-feira, e o índice Sanghai SE fechou com queda de 0,55%.
Os preços do Petróleo sobem na quinta-feira para o seu mais alto desde março, em resposta a confirmação dos cortes de produção por grandes produtores, ajudando a aliviar as preocupações sobre uma falha de fornecimento, compensando os medos sobre a queda econômica da epidemia Covid-19
O WTI (NYMEX:CL\N20) está sendo negociado a US$ 34,15, com alta de 1,9%. Os futuros internacionais de petróleo Brent (NYMEX:BZ\N20) operam agora em alta de 1,6%, negociado a US$ 36,33.
Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 2,05%, cotados a 722.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 101,73
Bitcoin é negociado a US$ 9.312, negociando em baixa de 2,07%.

Coronavírus

Ontem tivemos a informação que a Inovio Pharmaceuticals teria registrado avanços em uma vacina contra o vírus em testes com ratos e porquinhos da Índia.

Infelizmente o mundo alcançou a marca de 5 milhões de casos de coronavírus, totalizando 5.014.943 e 328.368 mortes. O Brasil chega a 291.579 casos e 18.859 mortes confirmadas hoje pela Universidade Johns Hopkins.

A alteração do protocolo para o uso de hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, publicada ontem pelo Ministério da Saúde, repercutiu também internacionalmente. O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, disse que o medicamento pode causar efeitos colaterais, e que não possui eficácia comprovada contra o vírus.

O governador de São Paulo, João Doria, rechaçou o uso do medicamento e a população paulista aproveitou o feriado antecipado na capital e aumentou a movimentação nas estradas. O governador também afirmou que pode decretar lockdown, ou bloqueio total, caso a situação piore após o feriadão.

Brasil

Em meio a discussões sobre a redução das medidas de quarentena no Estado de São Paulo em junho, teremos a reunião hoje pela manhã entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores sobre o pacote de ajuda aprovado pelo Congresso. A expectativa é se o presidente baixará o tom ou manterá a guerra declarada aos Estados.

Um recuo do presidente com relação ao veto representará um forte desgaste para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua política de controle de gastos.

Também teremos os desdobramentos das acusações envolvendo o filho 01 do presidente, o hoje senador Flávio Bolsonaro e a ansiedade em torno da divulgação do vídeo, na íntegra, da reunião ministerial de abril, apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova da acusação de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Ibovespa e dólar ontem

O Ibovespa fechou em alta de +0,71%, aos 81.319 pontos, acumulando 4,46% em três altas consecutivas. O Índice acompanhou o bom humor externo após alta do petróleo e ata do FOMC.

O destaque positivo do dia foi a GOL, que chegou a se valorizar mais de 14% no pregão após o anúncio de ampliação dos voos e um discurso do Ministro Paulo Guedes, dizendo que o governo pretende apoiar o setor, comprando e revendendo “um pedaço” das empresas aéreas

O dólar fechou em R$5,687, queda de 1,20%. O Banco Central rolou US$600 milhões de swap. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que pode aumentar a atuação no câmbio, caso seja necessário. Ele sinalizou que a autoridade monetária pode ampliar a venda de dólares das reservas internacionais.

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Agenda Econômica

Na agenda doméstica saem os dados da prévia de maio da Sondagem da Indústria da FGV. No exterior, agenda carregada com dados deste mês sobre a atividade nos setores industrial e de serviços nos EUA e na zona do euro, ao longo da manhã.

Ás 09h30 sai o índice sobre a atividade na região da Filadélfia e os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país. os Indicadores Antecedentes e os dados de vendas de casas usadas, ambos de abril, saem 11h. À tarde, às 15h30, o presidente do Fed, Jerome Powell, volta a falar sobre economia em um webcast. Ele deve ser questionado sobre como a Covid-19 está afetando a comunidade, juros negativos e mais incentivos para a economia.

No fim do dia, o radar se volta para a China, onde, já na manhã da sexta-feira (hora local), tem início a sessão plenária do Congresso Nacional do Povo (NPC). Conhecido como as “Duas Sessões”, o encontro político teve início nesta quinta-feira, com a sessão anual do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC).

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