Eneva aprova sexta emissão de debêntures no valor de R$ 835 milhões

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Eneva (BOV:ENEV3) aprovou a sexta emissão de debêntures no valor de R$ 835 milhões, conforme comunicado enviado ao mercado na noite desta segunda-feira.

A emissão, no valor de R$ 835 milhões, conta com garantia firme de distribuição dos bancos coordenadores e será realizada em duas séries, a primeira no valor de R$ 100 milhões com vencimento final em 2030 e a segunda no valor de R$ 735 milhões com vencimento final em 2035. Há ainda a opção de lote adicional no valor de R$ 165 milhões, sem garantia firme. Os montantes captados serão destinados principalmente para o financiamento dos investimentos em exploração e produção de gás natural na Bacia do Parnaíba, ampliações na UTE Parnaíba III e investimentos adicionais na UTE Jaguatirica II. As debêntures não contarão com garantias reais nem com avais de subsidiárias operacionais do grupo.

Como parte dos seus planos de expansão, a empresa está construindo três novas usinas, com entrega prevista entre 2021, 2022 e 2024, devendo adicionar 617 MW à capacidade instalada. A empresa possui autossuficiência em gás natural, contando com reservas próprias certificadas que totalizam 27,7 bilhões de métricos cúbicos (bcm), sendo 24,1 bcm na Bacia do Parnaíba e 3,6 bcm na Bacia do Amazonas (certificados em dezembro de 2019).

As debêntures da Eneva contam com covenants financeiros que podem resultar na aceleração não automática da dívida caso a alavancagem da empresa, medida pelo índice de dívida líquida sobre EBITDA, supere 5,0x entre setembro de 2020 e junho de 2022, e 4,5x a partir de então.

S&P Global Ratings atribui ‘brAAA’

A S&P Global Ratings atribuiu hoje o rating ‘brAAA’ e o rating de recuperação ‘3’ à 6ª emissão de debêntures senior unsecured proposta pela Eneva (Eneva: brAAA/Estável/–).

“Apesar de menor folga em relação aos níveis máximos em 2020, acreditamos que a Eneva não incorrerá em quebra de covenant, considerando que grande parte de sua geração de caixa advém de receitas fixas por disponibilidade de ativos, e uma aceleração das dívidas só ocorreria caso os indicadores fossem superados por quatro trimestres consecutivos” consideram os analistas da S&P.

Lucro líquido do 2T20

Eneva encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 85,7 milhões, cifra 5,4 vezes maior do que os R$ 15,8 milhões registrados em igual período do ano passado. A companhia atribui esse desempenho à diferença de valores contabilizados como poços secos (R$ 500 mil, versus R$ 26,1 milhões no segundo trimestre de 2019), tendo em vista a estratégia de iniciar a campanha exploratória a partir de junho deste ano, priorizando a perfuração de poços de desenvolvimento.

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