O segmento de jatos executivos foi menos afetado, com uma redução de 22% na mesma comparação, recuando de 28 para 21 aparelhos.
A companhia também informou que, no fim de setembro, a carteira de pedidos firmes (encomendas confirmadas pelos clientes) somava US$ 15,1 bilhões. A cifra é 7% menor que s US$ 16,2 bilhões de um ano antes.
Prejuízo bilionário no 2T20
A fabricante de aeronaves Embraer encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido atribuído aos sócios da controladora de R$ 1,68 bilhão, comparável a lucro de R$ 26 milhões um ano antes, pressionada principalmente por perdas adicionais no segmento de aviação comercial relacionadas ao acordo desfeito com a Boeing e pelo impacto da pandemia de covid-19 nas entregas de jatos. A companhia reconheceu no período uma série de itens especiais que tiveram impacto negativo de R$ 1,07 bilhão no resultado.
A empresa pretende divulgar os resultados do 3T20 no dia 28 de outubro.
Substituto do Embraer, primeiro Airbus A220 da JetBlue fica pronto
A JetBlue divulgou nesta segunda-feira, 19 de outubro, imagens do seu primeiro jato Airbus A220, que será o substituto dos jatos Embraer na frota da empresa, que foi fundada pelo brasileiro David Neeleman.
O jato de matrícula provisória C-GPJH foi fabricado pela Airbus em Mobile, no estado americano do Alabama, e é o primeiro das 70 unidades do A220-300, antigo CSeries CS300 da Bombardier, encomendados pela JetBlue.
Um fato interessante é que o avião foi feito nos EUA, pintado também nos EUA nas instalações da MAAS Aviation em Mobile, mas está com matrícula canadense, apesar da bandeira americana logo ao lado.
O motivo é um tanto quanto interessante: o jato apesar de ser feito nos EUA, é regulado pela Transport Canada Civil Aviation (TCCA) por ser um projeto original da canadense Bombardier. Isso é possível devido a acordos entre os países.
Os A220-300 irão subtituir todos os 60 jatos Embraer E190 de primeira geração que estão na JetBlue desde 2005, quando a empresa foi a primeira a voar com o avião brasileiro nos EUA. Alguns destes jatos vieram para a Azul que, assim como a JetBlue, foi fundada pelo brasileiro Neeleman.
Na sua próxima empreitada, a companhia aérea americana Breeze Airways, Neeleman seguirá sua receita de sucesso: começará com jatos Embraer adquiridos da Azul, e em agosto do ano que vem recebe os primeiros A220. Algo curioso é que a Breeze, assim como a Azul e a JetBlue, também tem logo e cores na cor azul – pode ser uma superstição de David Neeleman que, aparentemente, tem dado certo.