A J&J pediu ajuda para Pfizer e Moderna para estudar os riscos de coágulos sanguíneos, mas eles recusaram

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A Johnson & Johnson (NYSE:JNJ) pediu reservadamente às vacinas rivais da Covid-19, Pfizer e Moderna, para participar de um estudo sobre o risco potencial de coágulos sanguíneos, mas as empresas recusaram, informou o Wall Street Journal na sexta-feira (16).

Executivos da Pfizer (PFE, PFIZ34) e Moderna (MRNA, M1RN34) disseram que suas vacinas pareciam seguras e não viram a necessidade de duplicar os esforços de reguladores e empresas que já estão investigando o raro problema do coágulo sanguíneo, de acordo com o relatório do Journal.

Apenas a AstraZeneca (AZN, A1ZN34), cuja vacina também levantou preocupações dos reguladores sobre coágulos sanguíneos, concordou em se juntar ao esforço, disse o jornal.

Na terça-feira, a Food and Drug Administration e os Centros para Controle e Prevenção de Doenças aconselharam os estados a pausar temporariamente o uso da vacina da J&J “por excesso de cautela” depois que seis mulheres desenvolveram um distúrbio de coagulação sanguínea raro, mas potencialmente fatal que deixou uma morta e outra em estado crítico.

As mulheres desenvolveram a doença conhecida como trombose do seio venoso cerebral, ou CVST, cerca de duas semanas após receberem a injeção, disseram autoridades de saúde dos EUA a repórteres. CVST é uma forma rara de derrame que ocorre quando um coágulo de sangue se forma nos seios venosos do cérebro. Ele pode eventualmente vazar sangue para os tecidos cerebrais e causar hemorragia.

Um painel do CDC na quarta-feira decidiu adiar a decisão sobre o uso da vacina da J&J enquanto as autoridades investigam os casos.

A J&J também é negociada na B3 através da BDR (BOV:JNJB34).

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