Bradesco: À CVM, banco diz continuar em conversas com acionistas sobre eventual operação envolvendo a Elo

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O Bradesco fez um esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários após a notícia veiculada em 02.04.2021, no jornal “O Estado de São Paulo”, sob o título: “Elo comprará própria marca por R$400 milhões para IPO”.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:BBDC4), nesta terça-feira (06).

Na reportagem do ‘Estadão’ consta a informação que a bandeira de cartões Elo vai adquirir a própria marca por cerca de R$ 400 milhões, como preparativo para uma eventual listagem na Bolsa. Hoje, a marca está nas mãos da Elopar, holding que controla a empresa, cuja estrutura acionária também será revista.

Ainda de acordo com o jornal, a Elopar é formada por Bradesco (50,01% do capital), e BB (49,99%), que receberão os recursos da venda da marca.

No comunicado de esclarecimento enviado ao mercado pelo Bradesco na noite desta terça, 6, o banco afirma que continua em conversas com os demais acionistas a respeito de eventual operação envolvendo a Elo Serviços, não havendo, até o momento, qualquer decisão concreta ou deliberação em qualquer órgão societário.

“O assunto como um todo, incluindo eventual transferência de titularidade da marca ‘Bandeira Elo’ para a Elo Serviços, depende de discussões e estudos que ainda estão sendo desenvolvidos”, destacou o Bradesco.

Segundo o banco, eventual recebimento de recursos pela venda da marca “Elo” caberia à Elopar, na qualidade de detentora da referida marca.

“Ainda que o Bradesco receba proporção desses recursos, o valor correspondente não seria relevante para o Banco”, afirmou a instituição financeira no comunicado.

O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) também emitiu um comunicado ao mercado onde afirma: “o BB avalia constantemente suas participações no segmento de meios de pagamento, visando identificar oportunidades e alternativas que contribuam com sua estratégia corporativa e que agreguem valor aos seus acionistas. Neste escopo estão sendo realizados estudos, ainda não conclusivos, sobre a abertura de capital da Elo Serviços”

Lucro acumulado em 2020 de R$19,4 bilhões, registrando o maior resultado trimestral da história do banco

O Bradesco terminou 2020 com lucro acumulado de R$ 19,458 bilhões, retração de 24,8% em relação a 2019. No 4T20, o banco registrou o maior resultado trimestral da história com lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, 2,3% superior ao que foi identificado um ano antes e com aumento de 35,2% em relação aos três meses anteriores.

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Os avanços, contudo, foram insuficientes para evitar a queda no acumulado do ano, marcado por aumento de provisões em meio à crise causada pandemia.

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