Energisa: consumo total de energia cresce 7,8% em abril na comparação anual

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Em abril, o consumo de energia nas distribuidoras do Grupo avançou 7,8%, na comparação com o mesmo mês de 2020. Considerando o mercado não faturado, o crescimento no mês totaliza 12,2% e acumulado de 4 meses atinge 1,5%.

O comunicado foi feito pela empresa  (BOV:ENGI3) (BOV:ENGI4) (BOV:ENGI11), nesta segunda-feira (17). Confira o documento na íntegra.

O principal fator para este resultado expressivo foi a base baixa de comparação em abril de 2020, quando o consumo recuou 3,9% direcionado pelas severas restrições associadas à pandemia do Covid-19 naquele mês.

Quase todas as distribuidoras apresentaram crescimento expressivos no mês, exceto por EAC que registrou alta modesta de 0,5% no seu mercado (+5,6% considerando o mercado não-faturado), em razão da combinação dos efeitos das chuvas intensas no final de que afetaram o fornecimento da rede de energia, e o fato de abril/20 não ter tantos efeitos do COVID, em função da tardia interiorização do vírus, e a EMT que apresentou queda de -1,3% no mês (+4,9% se considerar o mercado não-faturado), afetada pela adequação do faturamento às novas regras estabelecidas pela Aneel (REN 863 e 888), que postergou parte do faturamento para maio (59 GWh).

Expurgando este efeito, o consumo na EMT cresceria 6,6%. Neste contexto, a dinâmica das classes de consumo foi semelhante.

Todas avançaram frente ao mesmo mês do ano passado, em especial a industrial (+21,1%) e comercial (+9,5%), que haviam sofrido bastante com as restrições derivadas da pandemia em abril de 2020.

Outra classe que se destacou foi a residencial, que seguiu avançando (+5,0%) mesmo com a base alta de comparação em abril/2020 (+9,9%). Na classe residencial destaca-se os desempenhos nas áreas de concessão da ESS + 10,7% (14,0 GWh), EMT + 5,0% (13,7 GWh), EPB + 4,8% (8,1 GWh), EMG +10,9% (5,0 GWh), onde os efeitos climáticos foram determinantes para esses incrementos.

Na classe industrial, destaque para a EMS +12,3% (13,6 GWh), responsável por 37% do incremento, motivado pelo indústria de metalurgia, minerais não metálicos, em linha com o aumento de vendas de cimento no Centro Oeste e o bom desempenho da agropecuária, principalmente proteína animal, seguindo a tendência positiva das exportações do país; seguida pela EMG +22,9% (7,1 GWh), desempenho puxado pela retomada das atividades de mineração; ESS +5,9% (6,8 GWh), impulsionado pela indústria de peças automotivas; EPB +4,0 (2,4 GWh), devido contribuição do setor de minerais não metálicos; e EBO +20,8% (2,3 GWh), direcionado pela indústria de calçados.

A classe rural também avançou (+2,9% ou 8,4 GWh), apresentando crescimento em 8 das 11 distribuidoras, com desempenho impulsionado pelo clima seco e o bom desempenho de algumas culturas.

Destaque para a EMT (+8,3% ou 8,6 GWh), responsável por 57% do incremento do consumo na classe, impulsionado pela produção de soja e milho e pelo efeito calendário (0,7 dia maior). A ESE teve a maior alta desde 2008 (+30,4% ou 3,5 GWh), impulsionada pelo maior uso do serviço de irrigação, diante do baixo volume pluviométrico

Energisa (ENGI11): lucro líquido de R$ 873,3 milhões no 1T21, alta de 50,1%

Energisa, que controla distribuidoras de energia e tem negócios em transmissão e geração renovável, registrou lucro líquido de R$ 873,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, com avanço de 50,1% em relação a igual período do ano anterior.

Além do aumento do Ebitda, o lucro líquido também foi elevado pelo efeito positivo de 251,1 milhões de reais referentes à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa.

receita líquida de R$ 3,6 bilhões representou um aumento de 16,6%, considerando o mesmo período de comparação.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado totalizou R$ 1,424 bilhão, crescimento de 53,3% no ano a ano.

O ebitda foi parcialmente impulsionado pelo recebimento de 264,4 milhões referentes à constituição de Fundo de Investimento em Cotas em Direitos Creditórios não padronizados (FIDC).

De acordo com a empresa, o consumo na classe residencial avançou 1,1% no período, enquanto no segmento rural cresceu 2,6%. A classe industrial, que foi muito impactada pelos efeitos da pandemia, apurou alta de 2,3% no trimestre.

O consumo total de energia, considerando os mercados cativo e livre, diminuiu 0,8% no trimestre, para 9.179,3 gigawatts-hora (GWh).

Já os custos operacionais controláveis (PMSO) caíram 7,1% no trimestre.

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