Minerva: operações no Uruguai, Paraguai, Colômbia e Brasil irão compensar suspensão de exportação na Argentina

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A Minerva divulgou sua posição sobre a suspensão temporária, por 30 dias, das exportações de carne bovina na Argentina.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:BEEF3), nesta terça-feira (18). Confira o documento na íntegra.

O país vizinho suspendeu as vendas ao exterior enquanto define medidas de emergência para tentar reduzir o aumento do preço em seu mercado interno.

Em um comunicado, a companhia disse que aguarda a publicação oficial com mais detalhamento quanto às medidas propostas pelas autoridades argentinas.

“A nossa operação na Argentina, por meio da subsidiária Athena Foods, contempla a exposição ao mercado internacional mediante a atividade de exportação, mas também uma sólida atuação no mercado doméstico através da Swift, uma das marcas mais conhecidas no país, que oferta diversos produtos processados como hambúrgueres, salsichas, patês, entre outros”, destacou a Minerva.

Atualmente a operação na Argentina representa aproximadamente 10% da receita consolidada da Minerva Foods.

“Mesmo com a suspensão temporária das exportações na Argentina, a Minerva Foods, com o suporte de sua diversificação geográfica no continente, seguirá atendendo aos clientes internacionais por meio de suas operações no Uruguai, Paraguai, Brasil e Colômbia, de modo a atenuar o impacto da suspensão temporária”, destacou a empresa em comunicado.

Os papéis BEEF3 caíram 3,56% no pregão de hoje devido à medida do governo argentino.

Minerva (BEEF3): lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre, contornando o impacto negativo da disparada do boi gordo no Brasil

Minerva Foods registrou lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre do ano, uma redução de 4,3% ante o mesmo período de 2020, contornando o impacto negativo da disparada do boi gordo no Brasil.

A receita líquida somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020.

Na exportação, a receita cresceu 42%, para R$ 4,1 bilhões. A demanda aquecida, especialmente no Sudeste Asiático, beneficia os frigoríficos exportadores. Conforme o presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a queda da produção na Austrália ajudou – os abates no país, um importante concorrente no mercado internacional, estão no menor patamar em 36 anos, afirmou o empresário.

Operacionalmente, a Minerva mostrou a redução do peso relativo do Brasil para o negócio. Pela primeira vez, a Athena Foods – subsidiária que reúne os frigoríficos na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia – foi a principal divisão, respondendo por 50% da receita. A operação brasileira ficou com 44% e o restante vem da área de trading.

Já o Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

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