Banco Central aprova alteração societária entre Itaú Unibanco e XP

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O Banco Central (BC) aprovou a alteração societária entre o Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) e XP, o que resulta em mais um passo para saída do banco. A decisão foi tomada no último dia 23, após análise concorrencial e prudencial.

Segundo o BC, de modo geral, a alteração aconteceu com a transferência das ações da XP, de titularidade do Itaú Unibanco S/A, para a XPart, uma nova empresa do grupo Itaú, com sede nos Estados Unidos e não pertencente ao conglomerado bancário Itaú Unibanco.

“A XPart, por sua vez, torna-se parte do acordo de acionistas com a XP, com os mesmos direitos e obrigações atribuídos até então ao Itaú Unibanco, de modo que o conglomerado bancário Itaú Unibanco deixa de participar da administração da XP”, diz a nota do Banco Central.

Concorrência

Dessa forma, o Acordo em Controle de Concentração (ACC), celebrado entre o BC e as empresas controladas pelo Itaú Unibanco e pela XP Controle Participações, foi encerrado.

O ACC é um mecanismo utilizado para ajustar situações que poderiam afetar a concorrência no mercado. Ainda de acordo com o BC, as análises não apresentaram riscos prudenciais ou concorrenciais para o Sistema Financeiro Nacional (SFN) nessa alteração organizacional.

“Não obstante, é importante ressaltar que o Banco Central do Brasil permanecerá vigilante aos efeitos concorrenciais de movimentações societárias ocorridas nos mercados sob sua supervisão, podendo adotar medidas de ajuste que se façam necessárias à preservação da concorrência”, informa a nota.

O Banco Central ainda destaca que, por meio de acordos de cooperação com autoridades norte-americanas, tem plena condição de acompanhar fatos ocorridos naquele país que possam acarretar efeitos no SFN.

O Itaú pretende divulgar os resultados do 2T21 no dia 02 de agosto.

Itaú Unibanco (ITUB4): lucro recorrente de R$ 6,4 bilhões no 1T21, alta de 63,5%

lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, que desconsidera itens com impacto pontual sobre o resultado, aumentou 63,5% no primeiro trimestre, para R$ 6,398 bilhões.

A companhia atribuiu o crescimento ao aumento da carteira de crédito, aumento na margem financeira com o mercado e pela redução no custo do crédito, à volatilidade no cenário macroeconômico do primeiro trimestre de 2020 e à redução de 0,8% das despesas não decorrentes de juros no Brasil.

O lucro contábil do Itaú ficou em R$ 5,414 bilhões entre janeiro e março, com alta de 59,2% ante igual intervalo de 2020 e queda de 29,7% na margem.

O banco contabilizou margem gerencial financeira de R$ 18,634 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 6% ante o trimestre anterior e de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

carteira de crédito do Itaú Unibanco considerando apenas o Brasil aumentou 12,8%, para R$ 668,6 bilhões. Levando em consideração os outros países em que o banco atua – principalmente na América Latina -, houve alta de 15,0%, para R$ 906,4 bilhões.

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