PMI industrial do Brasil subiu a 56,4 pontos em junho

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O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial do Brasil subiu a 56,4 pontos em junho, de 53,7 pontos no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo instituto IHS Markit. A leitura, superior a 50 pontos, sugere expansão da atividade.

“A saúde do setor industrial brasileiro melhorou ainda mais em junho, com um aumento mais intenso nas vendas sustentando expansões mais rápidas na produção, compra de insumos e índice de emprego. A confiança nos negócios também se fortaleceu no decorrer do ano”, disse a IHS Markit em relatório.

No entanto, o documento ressaltou que continua forte a pressão pelo aumento de custos diante da escassez global de matéria-prima e da fraqueza do real. “O índice de preço de insumos e a inflação da produção elevaram a taxas sem precedentes antes da crise da covid-19”, diz o relatório.

A diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyana de Lima, disse que os resultados do PMI em junho apresentaram mais sinais positivos a respeito do setor industrial.

“Apesar da batalha contínua contra outra onda de casos da COVID-19, as empresas viram seus pedidos aumentarem substancialmente em relação ao mês passado. O crescimento do índice de produção também ganhou impulso à medida que as fábricas trabalhavam na reconstrução de seus estoques para atender às crescentes necessidades da demanda.”

Ela acrescentou que as empresas parecem ter conseguido recompor os estoques e que o bom desempenho das indústrias alimentou o mercado de trabalho. “O índice de emprego aumentou pelo ritmo mais rápido em sete meses, à medida que melhorou o otimismo dos negócios.”

Lima afirmou, porém, que a escassez de matéria-prima continua sendo um risco à recuperação do setor.

“As pressões inflacionárias de custos continuaram aumentando, colocando ainda mais pressão sobre as margens e sustentando outro aumento acentuado nos preços de venda. Por enquanto, a fraqueza real significava que os produtos brasileiros tinham preços competitivos, pelo menos nos mercados internacionais, mas, como os custos adicionais continuam sendo transferidos para os preços de venda, a força da demanda será testada nos próximos meses.”

(Com informações do TC e CMA)

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