Transações correntes registraram superávit de US$2,8 bilhões em junho de 2021

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As transações correntes registraram superávit de US$2,8 bilhões em junho de 2021, ante superávit de US$3,1 bilhões em junho de 2020. Na comparação interanual, o superávit comercial aumentou US$1,4 bilhão, as despesas líquidas de renda primária, US$1,1 bilhão, e o déficit na conta de serviços, US$0,6 bilhão.

O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em junho de 2021 somou US$19,6 bilhões (1,27% do PIB), ante US$19,4 bilhões (1,27% do PIB) em maio de 2021, e US$53,8 bilhões (3,25% do PIB) em junho de 2020.

A balança comercial de bens registrou superávit de US$7,3 bilhões em junho de 2021, ante superávit de US$5,9 bilhões em junho de 2020. As exportações de bens totalizaram US$29,1 bilhões em junho de 2021, aumento de 65,4% ante junho de 2020, e as importações, US$21,8 bilhões, incremento de 86,1%. Em junho de 2021, no âmbito do Repetro, houve registro de exportações de US$791 milhões (US$37 milhões em junho de 2020) e de importações de US$2,5 bilhões (US$221 milhões em junho de 2020).

O déficit na conta de serviços totalizou US$1,6 bilhão em junho de 2021, aumento de 55,1% em relação ao déficit de US$1,0 bilhão em junho de 2020. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$221 milhões no mês ante US$72 milhões em junho de 2020. As despesas líquidas de aluguel de equipamentos somaram US$571 milhões em junho de 2021, ligeiramente inferiores aos US$602 milhões de junho de 2020. As despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual totalizaram US$408 milhões em junho de 2021, crescimento interanual de US$169 milhões. As despesas líquidas de serviços de transporte totalizaram US$290 milhões em junho de 2021, aumento de US$171 milhões na mesma base de comparação.

Em junho de 2021 o déficit em renda primária totalizou US$3,1 bilhões, aumento de 55,1% em relação a junho de 2020. Essa evolução foi determinada pelo incremento nas despesas líquidas de lucros e dividendos, que somaram US$1,6 bilhão em junho de 2021, ante US$228 milhões em junho de 2020. Na mesma base comparativa, as receitas de lucros e dividendos cresceram US$850 milhões, enquanto as despesas ampliaram US2,2 bilhões. As despesas líquidas com juros somaram US$1,5 bilhão no mês, redução de 13,5% na comparação com junho de 2020.

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$174 milhões em junho de 2021, ante US$5,2 bilhões em junho de 2020. Houve ingressos líquidos de US$2,5 bilhões em participação no capital e saídas líquidas de US$2,3 bilhões em operações intercompanhia. Nos doze meses encerrados em junho de 2021, o IDP totalizou US$46,6 bilhões (3,02% do PIB), ante US$51,6 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$65,8 bilhões (3,98% do PIB) em junho de 2020.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$5,1 bilhões em junho  de 2021, com ingressos líquidos de US$2,6 bilhões tanto em ações e fundos de investimento quanto em títulos de dívida. Os ingressos líquidos de investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram US$44,6 bilhões nos doze meses finalizados em junho de 2021.

As reservas internacionais somaram US$352,5 bilhões em junho de 2021, diminuição de US$962 milhões em comparação a maio de 2021. O resultado decorreu de retornos líquidos de US$870 milhões em linhas com recompra e variações negativas de US$1,9 bilhão e de US$580 milhões em paridades e preços, respectivamente. A receita de juros atingiu US$423 milhões.

A Política de Revisão das Estatísticas Econômicas Oficiais, publicada em outubro de 2019, estabelece revisão ordinária anual do balanço de pagamentos e da posição de investimento internacional (PII) nos meses de julho e novembro.

(Com informações do Banco do Brasil)

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