Cemig (CMIG4): lucro líquido de R$ 1,94 bilhões no 2T21, alta de 80%

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A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) apresentou lucro líquido de R$ 1.946.639 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 80% na comparação com o mesmo intervalo de 2020. No primeiro semestre, o lucro líquido saltou para R$ 2.368.990 ante R$ 1.013.517 no mesmo período do ano passado.

A companhia informou que os ganhos se devem à repactuação do risco hidrológico, que gerou um montante de R$ 909,6 milhões, à alienação de ativos mantidos para venda (Light) e ao aumento da margem bruta no primeiro semestre de 2021, informa a empresa.

ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – consolidado apresentou um aumento de 38,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2020, já o Ebitda ajustado teve elevação de 39,2%. A margem do Ebitda ajustado passou de 17,2% para 18% na comparação anual.

A empresa disse que o resultado foi influenciado principalmente por um salto de 112,7% no Ebitda da Cemig GT, para 1,7 bilhão de reais, diante de fatores como um reconhecimento de 910 milhões de reais pelo ressarcimento do risco hidrológico (GSF).

A Cemig também reportou um avanço de 11,3% no Ebitda de sua unidade de distribuição, puxado por um aumento de 12,4% na energia distribuída e menor PECLD em função do reforço nas iniciativas de cobrança e alteração de metodologia.

Além disso, mencionou um crescimento de 85,7% no volume de gás vendido pela Gasmig frente ao segundo trimestre de 2020, “em função da forte recuperação do segmento industrial e despacho de térmicas”, em momento em que o Brasil atravessa grave crise hídrica e requer maior acionamento de usinas termelétricas.

As vendas de energia da Cemig atingiram 13.352 gigawatts-hora (GWh) no trimestre até junho, avanço de 4,2% no ano a ano, enquanto a receita líquida da empresa somou 7,35 bilhões de reais no período, aumento de 33,7%.

A empresa também disse possuir uma “sólida posição de caixa”, que fechou o trimestre em 7 bilhões de reais, variação positiva de 20,5% na comparação anual.

A receita líquida alcançou R$ 7,354 bilhões no período, 33,7% maior que o visto no mesmo intervalo de 2020. A Cemig encerrou junho com R$ 6,99 bilhões disponível em caixa. Ao final do trimestre, a dívida líquida da Cemig era de R$ 6,32 bilhões, queda de 31,4% na comparação anual.

Operacional

A receita com energia vendida a consumidores finais foi de R$ 6.202.062 no 2T21 comparado a R$ 5.227.560 no mesmo período de 2020, representando um aumento de 18,6%, devido ao aumento de 14,2% no volume de energia vendida para consumidores finais, em especial, clientes industriais com aumento de 36,0%, rurais 19,9% e residenciais 4,1%.

Em relação ao gás, a companhia registrou uma receita com fornecimento de R$ 838.444 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 107,9% na base anual. No período, a Cemig vendeu 340.126 metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás, volume 85,7% maior em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Na compra de gás para revenda, a empresa teve uma despesa de R$ 231.378 milhões no trimestre, uma alta de 107,7% ante igual intervalo de 2020, influenciado basicamente pelo aumento de 85,7% no volume de gás vendido, sendo de 340.126 m3 no2T21 e183.137 m3 no mesmo período de 2020, sob influência, principalmente, do segmento termelétrico, que apresentou um aumento de 471,7%.

VISÃO DO MERCADO

Ativa Investimentos

Embora tenha registrado avanços em sua operação de distribuição, como o avanço dos volumes distribuídos, melhor controle de inadimplência e queda nas perdas totais, além de, em G&T, registrar os ganhos advindos da repactuação do GSF no trimestre, o trimestre ficou marcado pela alta nos custos propiciada sobretudo pela situação hídrica atual, o que diminuiu a margem bruta da companhia.

Ativa tem recomendação neutra com preço-alvo de R$ 14,20…

XP Investimentos

Em 16 de agosto, após o fechamento do mercado, a Cemig divulgou o resultado do 2T21, com EBITDA Ajustado (incluindo Equivalência Patrimonial) de R$ 1.098 milhões, 26,5% acima de nossa estimativa de R$ 868,8 milhões, mas 22,9% abaixo do consenso de mercado. Os resultados refletem: um melhor desempenho no segmento de distribuição, com tarifas médias mais elevadas, compensado por maiores custos gerenciáveis (R$ 919,4 milhões vs. R$ 811,7 milhões XPe); e maiores vendas no segmento de geração (R$ 1.820,2 milhões vs. R$ 1.360,9 milhões XPe), compensadas por maiores compras de energia (R$ 3.309,2 milhões vs. R$ 2.901,5 milhões XPe).

Passando para a linha do lucro, o Lucro Líquido atingiu impressionantes R$ 1.942,2 milhões, acima de nossa estimativa de R$ 276,9 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 685,0 milhões. O resultado foi impulsionado por R$ 909,6 milhões de ganhos não recorrentes com prorrogações de outorgas (lei 14.052/2020) e R$ 618,7 com variação cambial.

Temos uma avaliação neutra dos resultados da Cemig no 2T21, que vieram acima das nossas projeções de EBITDA Ajustado, mas abaixo do consenso de mercado.

XP mantém recomendação neutra com preço-alvo de R$ 12,00…

Os resultados da Cemig (BOV:CMIG3) (BOV:CMIG4) referente suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 17/08/2021. Confira o Press Release completo!

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