Embraer firma parceria com a Pratt & Whitney para colaboração nos estudos de combustível de aviação 100% sustentável

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A Embraer anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a Pratt & Whitney para colaboração nos estudos de Combustível de Aviação 100% Sustentável (SAF, na sigla em inglês). Equipes técnicas das duas empresas trabalharão em conjunto para definir um plano integrado de testes de solo e voo com uso de 100% de SAF, em uma aeronave E195-E2, da Embraer, com motores GTF.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:EMBR3) nesta terça-feira (30).

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que a iniciativa reflete o compromisso compartilhado da Embraer e da Pratt & Whitney em apoiar as ambiciosas metas ambientais da indústria da aviação, incluindo a meta de atingir zero emissões líquidas de CO2 nos voos até 2050.

“Juntamente com os esforços para melhorar continuamente a eficiência das aeronaves e dos motores, o SAF desempenha papel importante para a descarbonização das viagens aéreas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis”, afirma.

Segundo a Embraer, o SAF é produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado ou resíduos sólidos urbanos, e podem reduzir as emissões de CO2 do ciclo de vida em até 80%, em comparação com o combustível fóssil para aviação. Hoje, os padrões técnicos elaborados pela ASTM International permitem que as aeronaves operem com SAF em misturas de até 50% com querosene. A colaboração entre fabricantes aeronáuticos (OEMs, na sigla em inglês), fornecedores de combustível e reguladores permitirá que novos padrões certifiquem a operação com 100% SAF.

“Temos o compromisso de aprimorar continuamente a eficiência e o desempenho de nossos produtos e, ao ampliar ainda mais sua compatibilidade com o SAF, possibilitaremos que nossos clientes operem da forma mais sustentável possível”, destaca no comunicado o Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer.

O executivo ressalta que a Embraer tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, o que inclui a primeira aeronave certificada a operar com etanol, em 2004. “A colaboração é um pré-requisito essencial para que nossa indústria alcance nossos objetivos ambientais”, destaca.

Embraer (EMBR3): prejuízo líquido de R$ 234,2 milhões, queda de 64%

A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 234,2 milhões, uma queda de 64% frente às perdas verificadas um ano antes, na esteira da melhora de desempenho operacional em todas as unidades de negócio.

receita líquida somou R$ 5,010 bilhões no trimestre, alta de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando lucrou R$ 4,0905 bilhões.

A companhia destacou que o crescimento de dois dígitos da receita ocorreu em todos os segmentos de negócio. “Esse resultado financeiro é decorrente da entrega de nove aeronaves comerciais e 21 executivas nos meses de julho, agosto e setembro, mais adiantamentos de clientes que assinaram contratos de compras de aeronaves no período”, apontou a companhia.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – alcançou R$ 380,7 milhões no período, ante R$ 1 milhão um ano antes. No critério ajustado, o indicador marcou R$ 410,7 milhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada no terceiro trimestre foi de 8,2%, ante margem negativa de 1% em igual intervalo de 2020.

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