Dólar fecha com queda, após alívio com inflação nos EUA dentro do esperado

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O dólar comercial fechou em R$ 5,5350, com queda de 0,78%. O novo revés da moeda norte-americana deve-se ao movimento global de maior apetite ao risco e de enfraquecimento do dólar. Isso, contudo, pode mudar rapidamente, devido ao ainda conturbado cenário fiscal doméstico.

Para o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio Serrano, “o movimento de dólar forte está perdendo força nos últimos dias”. Ele também acredita que a alta no preço das commodities é benéfica nesta valorização do real.

Embora Serrano ainda visualize campo para o real ganhar força, o cenário neste ano eleitoral ainda é incerto: “Baseado nos fundamentos técnicos, o real tem espaço para cair. A balança comercial deve ser positiva, mas este é um ano diferente”, opina.

De acordo com o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “o CPI (Indice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) veio acima do esperado, mas foi relativamente neutro. Não acho que seja um ‘game changer'”.

Leal acredita que o Banco Central (BC) está à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano): “Diferente do passado, o BC está dois passos à frente do Fed. Enquanto já estamos no final do ciclo de aumento dos juros, eles ainda estão discutindo como isso será feito”, opina Leal.

“O mercado está subestimando o aumento que vai ter de ocorrer nos juros dos Estados Unidos, com o risco dele (o Fed) perder muito tempo”, reforça Leal. O economista ainda traça um paralelo entre a inflação brasileira e a americana, ambas diretamente ligadas a problemas nas cadeias produtivas.

Para o head de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “este patamar dos R$ 5,57 está muito difícil de ser batido. Estamos em um ano eleitoral, e o receio de que a reforma trabalhista e o teto de gastos sejam revogados pelo candidato que está na liderança aumenta a percepção de risco”.

Weigt acredita que os países emergentes e ativos serão afetados mais pela aceleração do tapering (remoção de estímulos) do que pelo aumento dos juros nos Estados Unidos: “O Powell está muito ‘morde e assopra’, alternando frases hawkish (duras) e dovish (propenso a não aumentar os juros)”, diz referindo-se ao presidente do Fed.

Data Compra Venda Variação Variação
03/01/2022  5,6617 5,6627 1,557% 0,0868
04/01/2022  5,6895 5,69 0,482% 0,0273
05/01/2022 5,7111 5,7121 0,388% 0,0221
06/01/2022 5,679 5,68 -0,562% -0,0321
07/01/2021 5,631 5,6315 -0,854% -0,0485
10/01/2022  5,6738 5,6743 0,76% 0,0428
11/01/2022 5,5793 5,5798 -1,665% -0,0945
12/01/2022 5,5343 5,5348 -0,807% -0,045

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