Eletrobras: com potencial de oferta de R$ 30 bilhões, companhia já tem compromisso de 10 investidores

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A oferta de ações da Eletrobras tem potencial de chegar à Bolsa com um volume equivalente a mais de dez transações realizadas no ano passado por companhias já listadas, as chamadas ofertas subsequentes. O mercado tem trabalhado com a hipótese de a operação da estatal ficar em torno de R$ 30 bilhões. Em 2021, chegaram à Bolsa brasileira 25 operações desse tipo, com um volume médio de R$ 2,4 bilhões.

Fontes afirmam que existem 10 grandes investidoresNovo artigo já comprometidos e outros três em negociação, entre os quais, cinco seriam estrangeiros. Não há conversas com investidores estratégicos, ou seja, empresas do setor entrando no ativo. Os interessados são investidores institucionais e, de acordo com as fontes, já há demanda suficiente para cobrir toda a oferta.

Os agentes esperam também adesão do investidor de varejo. Já há protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em frase pré-operacional, 14 fundos para investidores que queiram usar recursos do FGTS ou migrar posições que compraram ações da Petrobras e da Vale, com recursos do fundo. As gestoras desses fundos apenas aguardam o início da apresentação da oferta aos investidores para começar as captações junto a seus clientes. Além desse, há dois fundos protocolados totalmente dedicados às ações da Eletrobras (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6).

Em um ano praticamente parado para a Bolsa, a oferta gigante da Eletrobras está mexendo com a indústria financeira e tem toda a Faria Lima, avenida que concentra o coração do mercado financeiro, envolvido.

No ano passado, a Eletrobras anunciou a pré-seleção de instituições financeiras como bookrunners do sindicato de bancos que estruturariam a oferta. Os coordenadores líderes da oferta são BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Goldman Sachs e XP Investimentos. Participam ainda do sindicato, mas não como líderes, o Bradesco BBI, Caixa Econômica Federal, Citi, Credit Suisse, JP Morgan, Morgan Stanley e Safra.

Desde o final de 2021, os bancos têm visto suas receitas nos segmentos de investimento penalizadas especialmente pela ausência de novas ofertas (IPOs, na sigla em inglês) e queda nos volumes de operações subsequente. Mas com a Selic em dois dígitos e os investidores arredios diante das incertezas com a inflação, distribuir tal montante de ações entre investidores pode não ser tarefa tão fácil.

A oferta deve ser protocolada na semana que vem na CVM e na Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA), para poder ir ao mercado provavelmente em meados de junho. A privatização da Eletrobras acontecerá por meio da oferta primária, envolvendo entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões, e secundária para redução da fatia da União de 72% do capital votante para 45%, conforme as expectativas.

Para realizar a oferta de ações, a Eletrobras precisa concluir o preparo dos documentos finais que a companhia terá apresentar aos reguladores de mercado no Brasil e nos EUA, incluindo atualizações do balanço do primeiro trimestre, divulgado na segunda-feira, dia 16, e com base no acordão do Tribunal de Contas da União, que deu aval para a oferta ontem.

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