Em meio a protestos, Vale registra incêndio na Nova Caledônia

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A Vale informou que houve um incêndio nas instalações da Vale Nouvelle-Calédonie (VNC), conforme protestos continuaram nas áreas da empresa e em suas proximidades.

O comunicado foi feito pela mineradora (BOV:VALE3) nesta segunda-feira (14). O foco do incêndio, que teve inicio 17h, foi localizado na mina e infraestrutura associada. O corpo de bombeiros e os Gendarmes (forças militares) estiveram no local durante a noite.

A planta, localizada a 7km de distância, permanece segura e sob proteção dos Gendarmes.

“A Vale repudia os atos de violência e reafirma seu comprometimento com a segurança e proteção dos empregados da VNC e da comunidade, apoiando incondicionalmente os esforços que buscam uma solução pacífica para a situação”, destacou a mineradora em comunicado.

Vale anunciou na semana passada a venda da usina de níquel a um consórcio neocaledônio e internacional, que inclui a Trafigura.

A venda da mina provocou uma onda de protestos dos independentistas e dos caciques kanaks e elevou a tensão no arquipélago francês localizado no Oceano Pacífico.

Ao anunciar a venda, a Vale afirmou que a operação garantiria “a continuidade da exploração e do desenvolvimento da usina com o respeito de suas responsabilidades sociais e ao meio ambiente por uma nova empresa (que recebeu o nome) Prony Resources, na qual investidores locais controlam 50%”.

O anúncio da venda aconteceu depois de vários dias de bloqueios e confrontos com as forças de segurança.

Independentistas da FLNKS (Frente de Libertação Nacional Socialista Kanak), do grupo “Usine du sud: usine pays” e do Ican (fórum de negociação autóctone) defendem o nacionalismo da área de mineração, e fazem oposição total à presença da Trafigura. Eles apoiavam uma oferta distinta, em associação com a Korea Zinc, que foi rejeitada pela Vale antes que o grupo coreano anunciasse na segunda-feira a saída da disputa.

Já no radar das commodities, os futuros do minério de ferro na China avançaram após uma sessão volátil nesta terça-feira, apoiados por persistentes preocupações com a oferta do material usado na fabricação do aço e com fortes dados sobre a produção industrial chinesa. O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian DCIOcv1, para maio, encerrou com alta de 1,5%, a 994 iuanes (US$ 151,66) por tonelada, após ter chegado a superar a marca de 1.000 iuanes durante a sessão. A marca já havia sido atingida antes na sexta-feira.

Os embarques de minério de ferro da Austrália e do Brasil recuaram pela segunda semana entre 7 e 13 de dezembro, em 1 milhão de toneladas, ou 4,7%, para 22,7 milhões de toneladas, segundo a consultoria Mysteel.

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