Confira os Indicadores Econômicos desta sexta-feira (09/04/2021) - IPCS, Exportação, Estoques no atacado…

LinkedIn

Confira os principais indicadores econômicos desta hoje, em destaque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,93%, 0,07 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (0,86%).

Brasil

  • IGP-M variou 0,50% no primeiro decêndio de abril

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,50% no primeiro decêndio de abril. No primeiro decêndio de março, este índice havia registrado taxa de 1,95%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 29,83% para 30,70%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,36% no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês de março, o índice subira 2,33%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,70% em abril, após subir 1,62% em março.

A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 13,16% para -1,54%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 5,32% no primeiro decêndio de março para 1,59% no primeiro decêndio de abril.

Este recuo foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 4,16% para 0,96%.

  • IPCA de março foi de 0,93%, maior resultado para um mês desde 2015

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,93%, 0,07 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (0,86%). Esse é o maior resultado para um mês de março desde 2015, quando foi registrada inflação de 1,32%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,05% e, nos últimos 12 meses, de 6,10%, acima dos 5,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2020, a variação havia sido de 0,07%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em março. Os Transportes tiveram a maior variação (3,81%), após já terem registrado alta de 2,28% em fevereiro, e o maior impacto (0,77 p.p.) no índice do mês. Em segundo lugar, ficou Habitação, com alta de 0,81% e impacto de 0,12 p.p.

O grupo Alimentação e bebidas (0,13%), por sua vez, segue desacelerando e contribuiu com 0,03 p.p. no índice de março. No lado das quedas, o destaque foi o Educação, que registrou -0,52% após a alta de 2,48% observada no mês anterior. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,07% em Comunicação e a alta de 0,69% em Artigos de residência.

Alemanha

  • Exportações da Alemanha mantiveram a tendência de recuperação em fevereiro

As exportações da Alemanha mantiveram a tendência de recuperação em fevereiro, superando as expectativas apesar das medidas restritivas em vigor para conter a pandemia do coronavírus.

Dados publicados nesta sexta-feira pela Destatis, como é conhecida a agência de estatísticas alemã, mostram que as exportações aumentaram 0,9% na comparação mensal de fevereiro em termos ajustados.

O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,8% no período. Já as importações avançaram 3,6% em fevereiro ante janeiro.

Em relação a fevereiro de 2020, mês anterior às restrições ligadas à covid-19, as exportações da Alemanha foram 3,3% menores, mas as importações cresceram 0,2% em fevereiro, informou a Destatis.

  • Produção industrial da Alemanha caiu 1,6% em fevereiro em meio a restrições motivadas pela pandemia

A produção industrial da Alemanha caiu 1,6% em fevereiro ante janeiro em meio a restrições motivadas pela pandemia de covid-19, segundo dados com ajustes sazonais publicados nesta sexta-feira pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 1,1% no período.

Apenas a produção manufatureira encolheu 1,8% na comparação mensal de fevereiro, enquanto o setor de construção sofreu queda de 1,3%. No confronto anual, a produção geral da indústria alemã recuou 6,4% em fevereiro no cálculo sem ajustes.

Estados Unidos

  • Preços ao produtor dos EUA aumentaram mais do que o esperado em março

Os preços ao produtor dos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em março, resultando no maior ganho anual em 9-1 / 2 anos, provavelmente marcando o início de uma inflação mais alta com a reabertura da economia em meio a um ambiente de saúde pública melhorado e financiamento governamental maciço.

O relatório do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira também mostrou ganhos sólidos nos preços subjacentes ao produtor no mês passado. A inflação deve esquentar este ano impulsionada pela demanda reprimida e também porque as leituras fracas na primavera passada caíram fora do cálculo.

Os preços despencaram no início da pandemia, em meio ao fechamento obrigatório de empresas não essenciais em muitos estados, para desacelerar a primeira onda de infecções por COVID-19. A maioria dos economistas e funcionários do Federal Reserve acreditam que a inflação mais alta será transitória devido à folga do mercado de trabalho.

  • Estoques no atacado dos EUA aumentaram um pouco mais do que o estimado inicialmente em fevereiro

Os estoques no atacado dos Estados Unidos aumentaram um pouco mais do que o estimado inicialmente em fevereiro, em meio a uma queda nas vendas.

O Departamento de Comércio disse nesta sexta-feira que os estoques no atacado aumentaram 0,6%, em vez de 0,5% estimado no mês passado. Os estoques no atacado aumentaram 1,4% em janeiro. O componente dos estoques no atacado que entra no cálculo do produto interno bruto aumentou sólidos 0,8% em fevereiro.

Isso sugere que o investimento em estoque pode contribuir para o crescimento do PIB no primeiro trimestre. Os estoques aumentaram 2,0% em fevereiro em relação ao ano anterior. As vendas no atacado caíram 0,8% após aceleração de 4,4% em janeiro.

No ritmo de vendas de fevereiro, os atacadistas levariam 1,27 mês para limpar as prateleiras, ante 1,25 mês em janeiro.

Deixe um comentário