Petrobras: Ministério de Minas e Energia confirma que o consultor Adriano Pires não aceitou a indicação para assumir a presidência da estatal

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O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou que o consultor Adriano Pires não aceitou a indicação para assumir a presidência da Petrobras no lugar de Joaquim Silva e Luna. A petroleira esclarece que, até o momento, não recebeu informações do MME acerca das substituições dos indicados.

Em carta encaminhada ao ministro da pasta, Bento Albuquerque, Pires agradeceu o convite e reconheceu a dificuldade em conciliar a indicação com sua atuação profissional.

“Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência da Petrobras. Iniciei imediatamente os procedimentos para me desligar do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria que fundei há mais de 20 anos e hoje dirijo em sociedade com meu filho. Ao longo do processo, porém, percebi que infelizmente não tenho condições de fazê-lo em tão pouco tempo”, afirma Pires no documento.

A desistência de Pires acontece em sequência à decisão de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, que foi indicado para presidir o conselho de administração da estatal e também decidiu não aceitar a proposta.

Assessor do ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, é um dos nomes cotados para assumir a presidência da Petrobras após a desistência de Pires, segundo reportagens dos jornais Estadão e O Globo.

Andrade é um gestor de confiança inclusive de Bolsonaro e tem como vitrine a implantação do sistema Gov.br, que reúne serviços digitais do governo federal.

Cabe ressaltar que a agenda de Bolsonaro prevê encontro de Bolsonaro com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque às 14h, no Palácio do Planalto.

A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) também informou que recebeu nesta segunda-feira US$ 1 bilhão da Nova Infraestrutura Gasodutos (NISA), empresa detida pelo Nova Infraestrutura, fundo de investimentos gerido pela Brookfield e Itaúsa. O montante, de acordo com a petrolífera, corresponde à última parcela da venda de 90% das ações da Petrobras na Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para o FIP e a Itaúsa.

A estatal ainda informou que sua Diretoria Executiva aprovou o encerramento do processo competitivo, que estava na fase não-vinculante, para a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas predominantemente em águas profundas na Bacia de Campos.

A Petrobras avalia constantemente seu portfólio e, considerando o alinhamento das concessões à estratégia da companhia e a melhora de seus indicadores econômico-financeiros, o Polo Marlim foi mantido integralmente na carteira, tendo já sido incorporada sua produção no horizonte do Plano Estratégico 2022-26.

Informações Infomoney

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