Viveo (VVEO3): lucro líquido ajustado de R$ 54,3 milhões no 2T22, recuo de 30,5%

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A Viveo registrou lucro líquido ajustado de R$ 54,3 milhões no segundo trimestre de 2022 (2T22), um recuo de 30,5% frente ao mesmo período de 2021, informou a companhia.

“Apesar do crescimento do Ebitda, o lucro líquido foi impactado negativamente por maiores despesas financeiras líquidas no valor de R$ 69,1 milhões”, explica a empresa.

A receita líquida totalizou R$ 1.946,2 milhões, crescimento 32,9% em relação ao 2T21. O crescimento orgânico da Receita Líquida entre os períodos foi de 10,9%.

O crescimento orgânico foi impactado pelo efeito da COVID-19, que gerou maior receita em 2021 nas vendas de EPIS, testes COVID-19 e outros itens relacionados ao combate e tratamento do vírus, com destaque para venda de anestésicos no 2T21. Os canais mais impactados foram de Laboratórios e Vacinas e Varejo.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado totalizou R$ 176,1 milhões no 2T22, um crescimento de 52,2% em relação ao 2T21, refletindo a melhoria da margem bruta, as aquisições com margem acima da média do portfólio e o início da captura das sinergias. A margem Ebitda ajustada atingiu 9% entre abril e junho, alta de 1,1 p.p. frente a margem registrada em 2T21.

As despesas com vendas no trimestre somaram R$ 61,6 milhões, aumento de 38,7% em relação ao 2T21. Esse desempenho é explicado basicamente pelas aquisições realizadas nos últimos 12 meses e pelo incremento das vendas.

As despesas gerais e administrativas no trimestre totalizaram R$ 198,3 milhões na linha de Despesas Gerais e Administrativas, aumento de 200,9% em relação ao 2T21.

O lucro bruto ajustado atingiu a cifra de R$ 324 milhões no segundo trimestre de 2022, um aumento de 47,9% na comparação com igual etapa de 2021. A margem bruta ajustada foi de 16,7% no 2T22, alta de 1,7 p.p. frente a margem do 2T21.

Todos os canais tiveram incremento de margem e podemos destacar as empresas adquiridas possuem margens mais elevadas em relação à média do portfólio; canal de hospitais e clínicas com maiores vendas na modalidade OL (operações logísticas); melhora nas margens dos produtos fabricados, especialmente no canal de varejo, em função de reajuste de preços; crescimento do canal de serviços, canal hoje com as melhores margens da Companhia; e início da captura das sinergias das empresas adquiridas.

O Resultado Financeiro Líquido da Companhia no 2T22 foi uma despesa em R$ 75,9 milhões, R$ 69,1 milhões maior em relação ao 2T21.

Esse resultado é explicado principalmente por R$ 47,9 milhões de despesas financeiras adicionais, em função do maior volume de empréstimos e aumento do CDI no período; despesa líquida de R$ 9,5 milhões de variação cambial e derivativos (sem efeito caixa) em função dos empréstimos swapados, R$ 6,3 milhões em função de IOF e atualização monetária das parcelas retidas da aquisição da PFS; e R$ 24 milhões de receita de atualização de juros de processos do DIFAL que ocorreu em 2021 e não se repetiu em 2022; parcialmente compensado pelas maiores receitas financeiras no valor de R$ 23,9 milhões, em função do aumento do CDI, mesmo com saldo médio menor de caixa (R$ 821,9 milhões no 2T22 vs R$ 1.201,3 milhão no 2T21) em função da aquisição da Profarma Specialty (PFS) e outras aquisições.

Em 30 de junho de 2022, o endividamento bruto da Companhia, considerando derivativos, era de R$ 1.999,2 milhões, menor em R$ 132,0 milhões do que o saldo apurado em 31 de dezembro de 2021. Assim, no encerramento do 2T22, a Viveo apresentava dívida líquida de R$ 1.267,5 milhões, comparado à posição de caixa líquido de R$ 72,5 milhões no encerramento do exercício de 2021.

No decorrer do 2T22, foram pagos R$ 132,2 milhões em principal dos empréstimos, financiamentos e debêntures.

Com relação ao perfil de vencimento, ao final do 2T22, 93,13% da dívida da Companhia tinha seu vencimento no longo prazo, sendo que o prazo médio do endividamento é de 4,9 anos. 84,55% da dívida é contratada em moeda nacional e praticamente toda a parcela registrada em moeda estrangeira está integralmente “hedgeada” com instrumentos financeiros para o real.

No 2T22, o custo médio da dívida da Companhia foi de CDI +2,05% e no 4T21, CDI + 2,19%. A alavancagem da Companhia, considerando os números proformas, ou seja, consolidando as aquisições nos resultados dos últimos doze meses é de 1,84x.

Os resultados da Viveo (BOV:VVEO3) referentes suas operações do segundo trimestre de 2022 foram divulgados no dia 10/08/2022. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Estadão, Infomoney

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