Mercado Diário: investidores antecipam más notícias e derrubam as bolsas de valores pelo mundo (desta vez, a Bovespa não escapou)

LinkedIn

Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2014 – Os investidores não se aguentaram e decidiram externar todas as suas preocupações antecipadamente nesta terça-feira. Com exceção das bolsas de valores de Nova Iorque e de Tóquio, todos os mercados acionários fecharam em (forte) baixa.

E eles tiveram seus motivos…

A começar pela Crise na Ucrânia, que se espalhou e obrigou o governo local a acionar suas tropas numa medida classificada como antiterrorista. Por sua vez, a Rússia já declarou que o país vizinho encontra-se em guerra civil e ameaça uma invasão para “proteger” seus ex-futuros contribuintes.

Temerosos pelo alastramento do conflito e suas conseqüências econômicas, os investidores passaram a realçar seus recursos em ativos de menor risco: ouro, dólar, iene etc…

Os investidores também estão preocupados com a Crise na China. Na noite desta terça-feira, a agência de estatísticas oficial do país divulgará a taxa de crescimento econômico da segunda maior potência mundial no primeiro trimestre de 2014. Todos apostam em uma forte desaceleração da economia chinesa. Por conta disso, as ações de Vale e Petrobras despencaram. As ações das empresas siderúrgicas brasileiras também caíram forte.

 

Cenário Externo

 

A terça-feira é marcada por queda nas cotações das bolsas de valores internacionais e nos preços das moedas de risco, em meio a uma maior demanda por ativos mais seguros. A escalada das tensões com relação à Ucrânia e sinais ainda divergentes vindos da economia americana ditam o tom mais conservador dos agentes, que também mantêm a cautela antes da divulgação do PIB da China.

 

Crise na Ucrânia

 

O governo ucraniano iniciou hoje uma operação antiterrorista para retomar o controle de prédios públicos em várias cidades do leste da Ucrânia dominadas por militantes pró-Rússia. As autoridades russas, por sua vez, reagiram alertando contra o risco de mais violência e dizendo que tal ação poderia piorar a crise. Além disso, relatos de que elementos das forças especiais russas teriam sido vistos no leste ucraniano aumentaram a tensão. No fim da tarde, uma troca de tiros ocorreu em uma área militar mantida por forças ucranianas na cidade de Kramatorsk e dois homens teriam sido feridos a tiros e levados para um hospital.

 

Tio Sam

 

Não bastasse as preocupações com a Ucrânia, os mercados ainda se ressentem de sinais mistos sobre a economia dos EUA. A inflação ao consumidor no país acelerou em março, mas seu impacto foi ofuscado pela decepção com números referentes à atividade industrial de Nova York.

Na véspera, o Departamento de Comércio divulgou um relatório positivo sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos em março.

 

Ventando pra baixo

 

As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam sem uma tendência definida nesta terça-feira, depois de um relatório positivo sobre as vendas do comércio nos Estados Unidos e dados fracos da China.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu -0,68%, para 22.666 pontos. Em Xangai, o índice SSE Composite perdeu -1,40%, cotado a 2.102 pontos. Já em Mumbai, o índice Sensex fechou cotado em 22.485 pontos, com perda diária de -0,64%.

Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que a base monetária da China cresceu no ritmo mais fraco em mais de uma década em março, em um novo sinal do enfraquecimento da economia. A base monetária cresceu 12,1% no mês passado ante o ano anterior, ante expectativa de 13,0% de alguns especialistas. A taxa foi a mais fraca desde maio de 2001, de acordo com dados da Agência Nacional de Estatísticas.

Os mercados globais têm sido afetados nos últimos meses por uma série de dados fracos da China, que levantam preocupações sobre um aprofundamento da desaceleração econômica.

No sentido oposto, o índice Nikkei 225 da Bolsa de Valores de Tóquio fechou em alta de 0,62%, cotado a 13.997 pontos.

 

Previsões 1

 

O Ministério da Fazenda da Alemanha informou nesta terça-feira que a economia do país crescerá neste ano quatro vezes e meia mais do que em 2013 graças à forte demanda doméstica e aumentos no investimento.

O ministério projetou que a economia vai crescer 1,8% em 2014 e 2,0% em 2015, ante expansão de apenas 0,4% registrada em 2013, quando houve problemas com as exportações e algumas empresas seguraram os investimentos devido às incertezas.

Ainda segundo o ministério, a demanda interna avançará 1,9% neste ano e aumentará 2,1% no próximo. A expectativa para as exportações é de que ganhe tração neste ano com crescimento de 4,1% e tenha expansão de 4,6% no próximo.

As importações, entretanto, devem crescer ainda mais, 4,7% neste ano e 5,1% em 2015, o que significa que o comércio exterior não irá contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e acrescentará apenas 0,1 ponto percentual no próximo ano.

 

Downward, Nach Unten, Vers Le Bas, Giù

 

Os principais índices de ações da Europa fecharam em queda nesta terça-feira, retomando a série de vendas generalizadas da semana passada, em meio a preocupações com a escalada das tensões na Ucrânia e notícias decepcionantes sobre companhias como a Nestlé e SABMiller.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de -0,64%, a 6.541 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu -1,77%, para 9.173 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 perdeu -0,89%, alcançando à marca de 4.345 pontos. Já em Milão, o índice FTSE MIB teve desvalorização de -2,33%, para 20.817 pontos.

A Rússia declarou que a Ucrânia está à beira de uma guerra civil nesta terça-feira, enquanto o governo russo deu início, de forma muito discreta, a uma operação de repressão aos separatistas do leste.

Além disso, algumas ações blue-chips publicaram notícias piores do que as expectativas dos analistas. A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo em termos de vendas e que tem forte exposição à África, à China e a outros mercados emergentes, divulgou alta modesta nos volumes de vendas de cerveja no ano, derrubando sua ação a uma queda de 2,3 por cento. O grupo francês de cosméticos L’Oreal e a Nestlé também divulgaram vendas abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre, embora tenham previsto que a receita voltará a crescer nos próximos trimestres.

Além disso, renovados temores sobre o ritmo de crescimento da China antes da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) na quarta-feira também pesaram sobre o ânimo do mercado. As ações das gigantes da mineração BHP Billiton e Rio Tinto perderam 2,0% 3,1%, respectivamente.

 

Crescimento chinês

 

De acordo com a opinião do mercado financeiro, espera-se que a China tenha crescido no menor ritmo em cinco anos no primeiro trimestre, a 7,3%, embora especulações sobre um ritmo de crescimento mais baixo nesta terça-feira tenham levado investidores a negociar ações de empresas mineradoras, como a tupiniquim Vale.

 

Tio Sam nem aí pra China

 

Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta terça-feira, ao fim de uma sessão volátil, impulsionadas por ganhos dos papéis da Coca-Cola e Johnson & Johnson. No entanto, resultados ruins de Apple, Tesla e Netflix limitaram o avanço do índice Nasdaq.

O índice Dow Jones Industrial Average avançou +0,55%, para 16.262 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve valorização de +0,68%, para 1.842 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq Composite subiu +0,29%, para 4.034 pontos.

Os papéis da Coca-Cola e da J&J, ambos componentes do Dow Jones, avançaram após a divulgação de seus resultados, enquanto empresas dos setores de internet e biotecnologia  caíram. Nas últimas semanas, ações que vinham tendo bom desempenho têm sido pressionadas após alta meteórica nos preços levá-las a níveis que parecem insustentáveis.

A ação da Coca-Cola avançou 3,7% e ficou entre os maiores ganhos do S&P 500, após a empresa divulgar receita melhor do que o esperado. Já o papel da Johnson & Johnson subiu 2,1%, após divulgar lucros trimestrais acima das expectativas de Wall Street e elevar sua projeção de lucro para o ano.

Entre as principais ações que vinham sendo destaque, a fabricante de automóvel Tesla Motors recuou 2,1% e o Netflix perdeu 1,6%.

 

Cenário Interno

 

Por aqui, o dia começou com o rebaixamento de nove bancos brasileiros pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. O corte do rating não chegou a surpreender o mercado.

Também tivemos a divulgação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 e, com o projeto, tivemos uma longa entrevista do ministro da Fazenda Guido Mantega. Foram muitas projeções, mas considerando a credibilidade atual do ministro e de seus pares, nada que possa ser levado muito a sério. Servirão apenas como registro histórico para futuras cobranças e mais descrédito.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou o balanço de fevereiro sobre as vendas no varejo: crescimento de 0,2% em relação ao mês anterior. O resultado não chegou a surpreender, nem a empolgar.

O mercado brasileiro estava mesmo de olho na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) chinês do primeiro trimestre de 2014. Todos esperam por um resultado ruim, ou seja, abaixo de 7,3%. Antecipando a tragédia, ações de Vale e Petrobras caíram forte. Os papeis do setor siderúrgico também despencaram.

Quem também reagiu foi o preço do dólar, que registrou a maior alta desde 07 de março. Além das preocupações com a situação econômica da China, a moeda norte-americana vem reagindo ao aumento das tensões na Ucrânia.

 

Zona de Rebaixamento

 

Depois de cortar o rating de 13 instituições financeiras em março, seguindo o rebaixamento da nota soberana brasileira, a Standard & Poor’s anunciou que cortou o rating de mais 9 bancos brasileiros: ABC Brasil (ABCB4), BTG Pactual (BBTG11), Banco Fibria, Banco Indusval & Partners SA, Banco Intermedium, Banco Mercantil do Brasil, Banco Panamericano (BPNM4), BRB e Paraná Banco (PRBC4).

Segundo a agência de classificação de risco, o rebaixamento está em linha com o corte do rating soberano do Brasil, anunciado no mês passado. O rating de oito deles foram retirados do CreditWatch com implicações negativas. A S&P também reafirmou os ratings de outros cinco bancos brasileiros, também removendo a observação negativa.

De acordo com a S&P, o crescimento do crédito continua forte, liderado principalmente pelos bancos públicos, apesar da desaceleração recente, em meio a um crescimento econômico lento, que não deverá ganhar tração nos próximos anos.

 

Previsões 2

 

O governo brasileiro informou nesta terça-feira que estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no país da ordem de 3,0% para o ano que vem. A expectativa, feita pelo Ministério da Fazenda, consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano – que está sendo enviada nesta terça-feira (15 de abril) ao Congresso Nacional.

A previsão para o crescimento da economia, apesar de ser bem menor do que a feita pelo próprio governo para o próximo ano em 2012 (de 5,5%) e em 2013 (de 5,0%), ainda está acima da estimativa do mercado financeiro. Os economistas dos bancos acreditam que o PIB do Brasil vai registrar expansão de somente 2,0% no próximo ano.

 

Guido Mantega falou – Parte 1

 

Prefiro me alinhar com as previsões interncionais de que haverá retomada da economia internacional. É bastante realista nossa previsão de 3,0% para 2015. Os mercados estão otimistas em relação à retomada da economia mundial. Acabo de voltar de vários debates onde é unânime que a crise está sendo superada. A dúvida é sobre qual o ritmo da recuperação“.

 

Previsões 3


Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do governo, para 2015, ficou em 5,0%. Com isso, nem mesmo o Ministério da Fazenda, responsável pelas previsões que constam na proposta da LDO, acredita que a meta central de inflação (4,5%) será atingida no próximo ano.

Lembrando que pelo sistema que vigora no Brasil, o Banco Central tem que calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2014 e 2015, a inflação deve ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

 

Guido Mantega falou – Parte 2

 

A inflação prevista para 2015 ficará acima dos 4,5%, mas nós consideramos que a inflação pode ser menor no ano que vem principalmente se não tivermos uma inflação de alimentos como estamos tendo neste momento. Em março e abril, tivemos um crescimento de preços de hortifrutigranjeiros por causa da seca. E tem fatores sazonais. É normal que aumentem de preço no início do ano. A boa noticia é que o aumento sazonal, no começo deste ano, é menor do que no ano passado. Esperamos um refluxo destes preços a partir de abril, quando começam as safras e um período melhor para agricultura. Isso ocorre todos os anos. Vamos esperar que não tenhamos secas e nem excessos de chuvas no ano que vem“.

 

Ainda sobre inflação

 

Guido Mantega avaliou nesta terça-feira que o controle da inflação, tema que voltou com força ao radar após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, o maior para o mês desde 2003, será favorecido, em 2015, pelos juros altos, pelo aumento do superávit primário, por uma menor pressão cambial e até mesmo por melhores condições climáticas.

 

Previsões 4

 

O Ministério da Fazenda prevê que o chamado superávit primário, que é a economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública e tentar manter a sua trajetória de queda, some R$ 143,3 bilhões para todo o setor público consolidado (governo, estados, municípios e estatais) – o equivalente a 2,5% do PIB – em 2015.

Com isso, a expectativa da equipe econômica é que o esforço fiscal seja maior no ano que vem. Para 2014, a  meta de superávit primário de todo o setor público é de 1,9% do PIB – ou R$ 99 bilhoes. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que um superávit primário maior contribui para ancorar as expectativas inflacionárias no ano que vem.

Segundo o Ministério da Fazenda, o aumento do superávit primário no próximo ano acontecerá por conta do aumento de receitas, decorrente de uma alta maior do PIB, do controle de gastos públicos e, também, da redução de estímulos econômicos (subsídios e desonerações). Ele lembrou que 2015 também será o primeiro ano de vários governadores dos estados e explicou que isso influencia, para baixo, os gastos públicos – aumentando, consequentemente, o esforço fiscal do setor público consolidado (que inclui o governo federal, estados, municípios e estatais).

 

Guido Mantega falou – Parte 3

 

Caso haja condições menos favoráveis para o cumprimento da meta de superávit de 2,5% em 2015, poderá haver uma abatimento de uma parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de até R$ 28,7 bilhões, ou 0,5% do PIB, em 2015. O mínimo a ser feito é de 2,0% do PIB. Temos algumas mudanças em relação ao procedimento deste ano. Estamos com uma possibilidade de abatimento de gastos do PAC e desonerações muito menor. É natural que governos novos gastem menos no primeiro ano do mandato e, portanto, façam um esforço fiscal maior. É bastante realista essa projeção de primário para estados e municípios (de 0,5% do PIB em 2015, ou R$ 28,7 bilhões), e também é bastante realista para o Governo Central. Não estamos mantendo um primário de 3,1%, como vínhamos fazendo no passado para os anos seguintes, porque ainda não estamos prevendo um crescimento da economia maior“.

 

Previsões 5

 

O governo federal propôs que o salário mínimo, que serve de referência para mais 45 milhões de pessoas no Brasil, suba dos atuais R$ 724,00 para R$ 779,79 a partir de janeiro de 2015.

O percentual de correção do salário mínimo, pela proposta do governo, será de 7,71% no próximo ano.

A informação também consta na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgada nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Em 2012, o governo previa que o salário mínimo superasse a barreira dos R$ 800,00 em 2015. Mas o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou abaixo do que o governo esperava naquela época, o que vai resultar em uma alta menor do mínimo.

A explicação é que a correção do salário mínimo é definida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de inflação calculado pelo IBGE, do ano anterior ao reajuste, somada ao aumento do PIB de dois anos antes, o que proporciona ganhos reais – acima da inflação – para os assalariados. Essa fórmula foi mantida em 2011 pelo Congresso.

Em abril de 2012, na proposta da LDO do ano seguinte, o governo previa que o salário mínimo somaria R$ 803,93 no começo de 2015. Em março do ano passado, a estimativa do Executivo para o valor do salário mínimo do próximo ano já havia recuado para R$ 778,17 – subindo agora para R$ 779,79.

Pelas regras atuais, o ano de 2015 será o último no qual será adotada a atual fórmula de correção do salário mínimo, ou seja, variação da inflação do ano anterior e do PIB de dois anos antes. Isso foi definido pelo Congresso Nacional no início de 2011.

 

Consumo

 

As vendas do comércio varejista no Brasil subiram em fevereiro 0,2% em relação a janeiro, tanto em termos de volume como de valor, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE).

Em comparação com fevereiro de 2013, o volume de vendas registrou aumento de 8,5% e o faturamento se expandiu 13,9%, segundo informou o IBGE.

O setor de supermercados e alimentação, o que tem o maior peso no índice, teve uma contração de 0,3% em fevereiro com relação ao mês anterior, embora tenha subido 5,1% em relação a fevereiro de 2013.

A maior queda de vendas foi registrada pelo setor editorial, cujas vendas caíram 3,4%, enquanto o material de escritório subiu 9%.

De maior magnitude foi a queda de vendas de veículos e peças automotores, que foi de 7,6% em relação a janeiro, embora este setor não faça parte do índice geral de vendas no varejo, mas de um mais amplo, que engloba setores com maior volatilidade.

Durante todo o ano de 2013, as vendas no varejo cresceram 4,3%, o resultado mais baixo nos últimos dez anos, contra a expansão de 8,4% experimentada de 2012.

 

Dólar vai com os outros

 

O dólar fechou em alta de 1,075% nesta terça-feira, cotado a R$ 2,2380 na compra e R$ 2,2390 na venda. É a maior valorização percentual diária desde 07 de março, quando a moeda dos Estados Unidos avançou 1,15%.

O resultado acompanhou a valorização da moeda norte-americana no exterior. Investidores estavam preocupados com a crise no leste europeu. A Rússia declarou nesta terça-feira que a Ucrânia está à beira de uma guerra civil. Isso fez com que investidores evitassem negócios de maior risco, comprando ativos negociados em dólar – que são considerados mais seguros.

No contexto nacional, o Banco Central continuou a fazer intervenções no mercado de câmbio.

 

Ladeira abaixo

 

O Ibovespa fechou em queda de 2,21% nesta terça-feira, cotado aos 50.454,35 pontos. É a maior baixa percentual diária desde 03 de fevereiro, quando o índice caiu 3,13%. A queda do índice foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Vale e da Petrobras, que têm grande peso sobre o Ibovespa, e caíram mais de três por cento.

As duas principais blue chips da Bovespa sofreram com novos sinais de desaquecimento da economia chinesa, que alimentaram receios sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre.

 

Meu tesouro tesourinho

 

Nesta terça-feira, o mercado de títulos públicos brasileiro manteve o ritmo das duas últimas sessões, operando praticamente estável.

Todas as Notas do Tesouro Nacional registraram leve baixa, com os investidores ainda precificando as novas estimativas sobre a economia brasileira divulgadas nesta segunda-feira via Boletim Focus. Depois de muito ensaio, os principais analistas do Brasil passaram a projetar que, em 2014, a inflação brasileira alcançará o teto da meta inflacionária estipulada em 6,50% pelo Banco Central (BC).

As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) mantiveram o ritmo de alta, subindo 0,04% na comparação diária. Os investidores mantém as apostas na continuidade do ciclo de alta da taxa selic após a divulgação dos índices inflacionários referentes à março. Nos últimos doze meses, o IPCA acumula uma alta de 6,15%, cada vez mais próximo do teto da meta de inflação para o ano de 2014 (6,50%). Já o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), acumula variação anual de 7,30%.

Com o preços dos títulos atrelados à taxa selic subindo, é natural que a cotação dos títulos pré-fixados caia. Pois foi o que aconteceu neste pregão: LTN 010117 e LTN 010118 perderam, respectivamente, -0,17% e -0,25%. Já as Notas dos Tesouro Nacional Série F (NTN-F) com vencimento em 01 de Janeiro de 2025 perderam -0,57% no período.

Na semana (08/04/14 – 15/04/14), os títulos que mais se destacaram no Tesouro Direto foram os de longo prazo: o inflacionário NTN-B 150535 (+0,79%) e o pré-fixado NTN-F 010125 (+0,51%).

Deixe um comentário