Indústria brasileira perdeu 5,1% de seus postos de trabalho em Março de 2015, na comparação com Março de 2014

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Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2015 – No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 5,1% em março de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,1%), produtos de metal (-10,2%), máquinas e equipamentos (-6,1%), alimentos e bebidas (-2,0%), outros produtos da indústria de transformação (-8,1%), calçados e couro (-7,4%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-6,0%), papel e gráfica (-3,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,1%), produtos têxteis (-3,2%), indústrias extrativas (-4,4%) e minerais não-metálicos (-2,2%).

Número de Horas de Trabalho Pagas

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 5,1% em março de 2015, vigésima segunda taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. No índice acumulado no primeiro trimestre de 2015, o número de horas pagas na indústria recuou 5,2%, praticamente repetindo a magnitude de queda observada no último trimestre de 2014 (-5,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -4,4% em fevereiro para -4,6% em março, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

O número de horas pagas recuou 5,1% no confronto com igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de queda, já que dezesseis dos dezoito ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-9,8%), produtos de metal (-10,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,4%), alimentos e bebidas (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,0%), calçados e couro (-9,5%), outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), vestuário (-4,6%), metalurgia básica (-7,6%), minerais não-metálicos (-3,6%), papel e gráfica (-4,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%). Por outro lado, o setor de produtos têxteis, com ligeira variação de 0,1%, assinalou o único resultado positivo nesse mês.

Valor da Folha Salarial Real

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 4,3% em março de 2015, décima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. No índice acumulado no primeiro trimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real na indústria recuou 4,9% e acentuou o ritmo de queda verificado no último trimestre de 2014 (-3,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao mostrar redução de 2,8% em março de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2004 (-3,0%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

O valor da folha de pagamento real mostrou queda de 4,3% em março de 2015, com resultados negativos em dezessete dos dezoito ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-8,4%), produtos de metal (-9,1%), metalurgia básica (-9,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,6%), máquinas e equipamentos (-2,9%), calçados e couro (-8,8%), borracha e plástico (-4,0%), outros produtos da indústria de transformação (-6,2%), papel e gráfica (-2,7%), fumo (-24,8%), indústrias extrativas (-1,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-4,5%) e produtos têxteis (-3,4%). Por outro lado, o setor de madeira, com variação de 0,3%, assinalou a única taxa positiva nesse mês.

Produção Industrial

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial brasileira permaneceu em queda, com o índice mensal de março de 2015 apontando o décimo terceiro resultado negativo consecutivo e com claro predomínio de taxas negativas entre as atividades econômicas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor industrial brasileiro registrou queda de 3,5% em março de 2015, com perfil majoritário de resultados negativos, alcançando 16 das 26 atividades industriais, 46 dos 79 grupos e 53,3% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que março de 2015 (22 dias) teve três dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (19 dias).

Entre as atividades, as de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 12,7%, e a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,8%), exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas em grande parte pela redução na produção de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, reboques e semirreboques, autopeças e carrocerias para caminhões e ônibus, na primeira; e de gasolina automotiva, óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica, querosenes para aviação e asfalto de petróleo, na segunda.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-33,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-24,0%), de máquinas e equipamentos (-10,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-19,7%), de produtos de metal (-12,8%), de produtos alimentícios (-3,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,5%), de metalurgia (-6,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-7,0%), de bebidas (-6,7%), de outros produtos químicos (-4,3%), de móveis (-16,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,3%).

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informáticaprodutos eletrônicos e ópticos (-22,7%), de metalurgia (-9,4%), de bebidas (-11,1%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,5%), de máquinas e equipamentos (-3,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,4%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,0%) e de produtos de minerais não- metálicos (-2,7%).

Em termos de produtos, os impactos negativos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, tablets e semelhantes), monitores de vídeo para computadores, computadores pessoais de mesa (PC desktops) e placas de circuito impresso montadas para informática; vergalhões e barras de aços ao carbono, artefatos e peças diversas de ferro fundido, tubos, canos e perfis ocos de aço, fio-máquina de aços ao carbono, bobinas a frio de aços ao carbono e barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre; preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, cervejas, chope e refrigerantes; medicamentos; motoniveladores, silos metálicos para cereais, carregadoras- transportadoras, tratores agrícolas, máquinas de colheita e válvulas, torneiras e registros; camisetas de malha, calças compridas, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino, calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha, camisas de malha de uso masculino e conjuntos de uso feminino; peças e acessórios de plástico para indústria automobilística e eletrônica e pneus novos para ônibus e caminhões; e cimentos “Portland”.

Por outro lado, ainda na comparação com março de 2014, entre as dez atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (8,9%), impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo.

Vale destacar também a contribuição positiva vinda de produtos diversos (22,6%), influenciado, principalmente, pela maior fabricação de artigos e aparelhos para prótese dentária, canetas esferográficas, próteses articulares, luvas de borracha para segurança e proteção, instrumentos e aparelhos para transfusão de sangue, moedas e lentes para óculos.

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