Produção Industrial Brasileira em 2019

Mês Índice Mensal (%) Índice Anual (%) Índice Ano (%) Índice 12 Meses (%)
JAN -0,7 -2,4 -2,4 0,5
FEV  0,6  2,0  -0,2  0,5
MAR -1,4 -6,1 -2,2 -0,1
ABR 0,3 -3,9 -2,7 -1,1
MAI -0,1 7,1 -0,7 0,0
JUN -0,7 -5,9 -1,6 -0,8
JUL  -0,3  -2,5  -1,7  -1,3

 

Entenda a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM-PF), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor industrial brasileiro.

Iniciada na década de setenta, a pesquisa avalia o comportamento da produção real mensal nas indústrias extrativa e de transformação do país. A coleta de dados é realizada mensalmente e abrange todo o território nacional.

O relatório sobre a produção industrial no país é divulgado em duas versão: Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil e Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional.

 

Produção Industrial Brasileira em Janeiro de 2019

O setor industrial, em janeiro de 2019, volta a mostrar um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só na queda de 0,8% na comparação com o mês imediatamente anterior, recuo mais intenso desde setembro de 2018 (-1,9%), mas também no perfil disseminado de taxas negativas, já que três das quatro grandes categorias econômicas apontaram redução na produção. Vale destacar que o recuo verificado nesse mês eliminou o ligeiro ganho de 0,2% assinalado em dezembro de 2018. Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,0% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com a perda de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral volta a registrar taxa negativa e permanece com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual período do ano anterior, a produção industrial mostrou recuo pelo terceiro mês consecutivo, com o índice mensal de janeiro de 2019 apontando perfil disseminado de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas e as atividades pesquisadas. Os sinais de diminuição no ritmo produtivo do total da indústria também ficaram evidenciados no confronto do último trimestre de 2018 (-1,1%) com o resultado do primeiro mês de 2019 (-2,6%). Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (de 3,5% para -7,7%) assinalou o maior recuo entre os dois períodos. Os setores produtores de bens de consumo duráveis (de -2,7% para -5,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (de -0,8% para -2,9%) também mostraram aumento na intensidade de queda entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens intermediários (de -1,6% para -1,3%) foi o único que não perdeu ritmo, mas permaneceu apontando comportamento negativo.

 

Produção Industrial Brasileira em Fevereiro de 2019

O setor industrial, em fevereiro de 2019, volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo, expresso não só na expansão de 0,7% na comparação com o mês imediatamente anterior, crescimento mais intenso desde junho de 2018 (12,6%), mas também no perfil disseminado de taxas positivas, já que três das quatro grandes categorias econômicas apontaram expansão na produção. Vale destacar que o avanço verificado nesse mês eliminou o recuo de 0,7% assinalado em janeiro último, mas ainda assim o setor industrial se encontra 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com o aumento no ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral volta a registrar taxa positiva, mas ainda apresenta uma trajetória predominantemente descendente desde agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial mostrou avanço e interrompeu três meses de taxas negativas consecutivas. Mas vale ressaltar que, no resultado desse mês, além do maior ritmo da atividade industrial também se verifica a influência do efeito-calendário, já que fevereiro de 2019 teve dois dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior. Ainda assim, o total da indústria assinalou recuo no índice acumulado dos dois primeiros meses do ano (-0,2%), mas mostrou redução no ritmo de queda no confronto com o último trimestre de 2018 (-1,2%), ambas as comparações com igual período do ano anterior. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (de -2,7% para 3,7%) registrou o maior avanço entre os dois períodos, impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis (de -1,2% para 7,6%). Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (de -0,8% para 0,5%) e de bens intermediários (de -1,6% para -0,9%) também assinalaram ganhos entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens de capital (de 3,6% para 0,1%) foi o único que perdeu ritmo, mas permaneceu apontando comportamento positivo.

 

Produção Industrial Brasileira em Março de 2019

A produção industrial, em março de 2019, voltou a mostrar um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só na queda de 1,3% na comparação com o mês imediatamente anterior, recuo mais intenso desde setembro de 2018 (-2,1%), mas também no perfil disseminado de taxas negativas, já que três das quatro grandes categorias econômicas e dezesseis das vinte e seis atividades apontaram redução na produção. Com esses resultados, o total da indústria se encontra 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com a perda de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral volta a registrar taxa negativa e permanece com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial, em março de 2019, volta a mostrar recuo, após assinalar expansão no mês anterior, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção. No resultado desse mês, observa-se predomínio de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (22) das 26 atividades pesquisadas apontaram redução na produção. Mas cabe destacar que, além do menor ritmo da atividade industrial, também se verifica a influência do efeito-calendário, já que março de 2019 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior. No índice acumulado do ano, o total da indústria, ao recuar 2,2% nos três primeiros meses de 2019 permaneceu com o comportamento negativo e intensificou o ritmo de queda frente ao observado no último trimestre de 2018 (-1,2%), ambas as comparações com igual período do ano anterior.

 

Produção Industrial Brasileira em Abril de 2019

A indústria brasileira, em abril de 2019, voltou a mostrar avanço na produção, mas o acréscimo de 0,3% observado nesse mês eliminou apenas pequena parte do recuo de 1,4% registrado em março de 2019. Contudo, vale destacar o comportamento predominantemente positivo da produção industrial nesse mês, já que três das quatro grandes categorias econômicas e vinte das vinte e seis atividades apontaram expansão na produção. Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, mesmo com o ligeiro ganho de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral permanece com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial mostrou recuo pelo segundo mês consecutivo, mas com o índice mensal de abril de 2019 reduzindo a magnitude de queda frente ao verificado no mês anterior. Contudo, no resultado desse mês, observa-se predomínio de taxas negativas, já que três das quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (13) das 26 atividades pesquisadas apontaram redução na produção. No índice acumulado no ano, o total da indústria, ao recuar 2,7% nos quatro primeiros meses de 2019, permaneceu com o comportamento negativo e intensificou o ritmo de queda frente ao observado no último quadrimestre de 2018 (-1,5%), ambas as comparações com igual período do ano anterior.

 

Produção Industrial Brasileira em Maio de 2019

O setor industrial, em maio de 2019, voltou a mostrar um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só no decréscimo de 0,2% na comparação com o mês imediatamente anterior, mas também no predomínio de taxas negativas, já que 18 das 26 atividades pesquisadas apontaram redução na produção. Vale destacar que o recuo verificado nesse mês praticamente eliminou o ganho de 0,3% assinalado em abril último. Assim, com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,5% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com a perda de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral permaneceu com taxa negativa e com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial, em maio de 2019, volta a mostrar expansão, com o avanço mais elevado desde abril de 2018 (9,2%), após recuar por dois meses consecutivos. Vale ressaltar que, no resultado desse mês, observa-se o predomínio de taxas positivas, já que as 4 grandes categorias econômicas e a maior parte (21) das 26 atividades pesquisadas apontaram crescimento na produção. Contudo, torna-se importante destacar que, o avanço observado no índice mensal desse mês foi influenciado, não só pelo efeito-calendário, já que maio de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que em maio de 2018, a atividade industrial recuou 6,3%, refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros que afetou o processo de produção de várias unidades produtivas no país. Com isso, o total da indústria, ao recuar 0,7% no índice acumulado para o período janeiro-maio de 2019, mostrou redução na intensidade de queda frente ao fechamento do primeiro quadrimestre de 2019 (-2,7%). Esse ganho de ritmo na produção industrial também foi observado nas quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de consumo duráveis (de -2,0% para 3,3%) e bens de capital (de -2,9% para 1,9%), impulsionadas, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis (de -0,5% para 6,6%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (de -3,9% para 2,6%), na segunda. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (de -1,3% para 1,2%) e de bens intermediários (de -3,1% para -2,0%) também fizeram esse movimento entre os dois períodos, com o primeiro voltando a mostrar taxa positiva no índice acumulado no ano; e o segundo reduzindo a magnitude de queda.

 

Produção Industrial Brasileira em Junho de 2019

O setor industrial, em junho de 2019, prossegue mostrando um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só no recuo de 0,6% na comparação com o mês imediatamente anterior, mas também no perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas e 17 das 26 atividades pesquisadas assinalaram redução na produção. Assim, com esses resultados, o setor industrial se encontra 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com a perda de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral permaneceu com taxa negativa e com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, o total do setor industrial, em junho de 2019, volta a mostrar recuo, após assinalar expansão no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. No resultado desse mês, observa-se predomínio de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (20) das 26 atividades pesquisadas apontaram redução na produção. Mas cabe destacar que, além do menor ritmo da atividade industrial, também se verifica a influência do efeito-calendário, já que junho de 2019 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior. No índice acumulado no ano, o total da indústria, ao recuar 1,6% nos seis primeiros meses de 2019, permaneceu com o comportamento negativo e intensificou a perda de ritmo frente ao observado no primeiro (2,2%) e segundo semestres de 2018 (0,0%), todas as comparações com igual período do ano anterior.

 

Produção Industrial Brasileira em Julho de 2019

O setor industrial, em julho de 2019, prosseguiu mostrando um quadro de menor ritmo produtivo, expresso, especialmente, no terceiro resultado negativo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, com perda acumulada de 1,2% nesse período. Mas cabe destacar que no resultado desse mês, diferentemente do que ocorreu nos dois meses anteriores, não se observa perfil disseminado de taxas negativas, já que somente 11 das 26 atividades apontaram recuo na produção. Assim, com esses resultados, o setor industrial se encontra 18,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, com a perda de ritmo da atividade industrial nesse mês, o índice de média móvel trimestral permaneceu com taxa negativa e com a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial mostrou recuo pelo segundo mês consecutivo, mas com o índice mensal de julho de 2019 reduzindo a magnitude de queda frente ao verificado no mês anterior. Vale destacar que, no resultado desse mês, verifica-se a influência do efeito-calendário, já que julho de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior. No índice acumulado no ano, o total da indústria, ao recuar 1,7% nos sete primeiros meses de 2019, permaneceu com o comportamento negativo e intensificou a perda de ritmo frente ao observado no primeiro semestre desse ano (-1,5%), ambas as comparações com igual período do ano anterior.

 

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